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Wednesday, October 25, 2006

Revistas em revista

Baseado nuns offs do topico abaixo, vamos falar de revistas de musica brasileiras. Desde que me entendo por gente já vi um bocado. Nao peguei a primeira versão da Rolling stone, nem o Jornal de música. Mas cheguei a comprar a somtres e ate um jornal paulista chamado Canja (no qual escrevia o paulo ricardo antes do rpm). dai, com o rock brazuca vieram roll e bizz e, entre elas, por um curto tempo, a pipoca moderna (na qual fiz estagio, antes mesmo de acabar o segundo grau). a roll durou o tempo em que o argentino dono dela ficou no brasil (em buenos aires ele editava a pelo) e a bizz, se nao me engano, foi a unica revista de musica pop/rock brazuca a durar mais de cinco anos. nesse gap veio o jornal rock press, da editora q fazia o planeta diario (q, + tarde, juntando-se a galera da revista casseta popular deu no q vcs já sabem). mas nada emplacava. tipo a bizzu (feita pelo petrillo, q agora edita o international magazine). varios pequenos jornais e revistas que mal chegaram ao numero dez e a gente nem se lembra mais dos nomes aconteceram. e agora, ate a chegada da nova bizz e da versao pra valer da rolling stone, só tivemos as ja defuntas zero e front, a brava rock press (que usa o nome do velho jornal cedido por luiz antonio mello), a labpop e a outracoisa, todas aqui do rio, e a dynamite de sp (ainda sai a rock brigade?). lembram de mais alguma? qual acham que foi a melhor que ja tivemos? acham que a rs brazuca vai emplacar? e a nova bizz? o que está faltando? um jornal do tipo nme? será que, com a internet e a tecnologia, ainda precisamos de ler coisas no papel? alias, ninguem le no brasil e as revistas nao tem anunciantes. a culpa é nossa, entao?

35 comments:

resist said...

realmente bizarro. ninguém lê aqui. o metrô é um bom exemplo , eu acho..um lugar bom pra ir lendo alguma coisa..ate uma amiga gringa q morou aqui ja notou isso. no metro o povo podia ler alguma coisa mas a impressao q da é q ta todo mundo anestesiado..

outro dia lia uma revista no metro e uma mulher ja coroa , trabalhadora humilde, do meu lado sentada dividindo banco, começou a olhar pra revista e olhar pra minha cara. da uns dois minutos a mulher tira um folheto da bolsa e começa a ler o folheto com uma concentração q dava gosto de ver, sem sacanagem..

a ideia q da é q se houvesse mais incentivo talvez o habito se difundisse com mais facilidade mas tem muito colarinho branco q conta com a ignorancia da nação entao fica no plano das ideias utopicas..

iga_rio said...

Fala Tom,

A Rock brigade ainda existe sim... e inclusive possui um selo e senão me engano vende mais que a Bizz!!! mas respondendo a sua pergunta, para mim a melhor foi a Bizz na fase ínicio dos anos 90... Quanto a edição nacional da Rolling Stone eu acredito que vai vingar sim Apesar da concorrência com a Bizz... tem a revista da Mtv que eu não gosto, acho muito fraca....

Apesar de tudo acredito que em época de internet é complicado uma revista sobreviver como antigamente, já que depende da cultura local e como o resist já comentou é dificil vermos pessoas com esse interesse aqui...

Abraços,

Onaicram said...

Algumas coisa vc esqueceu, Tom. As de música eletrônica, por exemplo, tipo Beatz e Volume 1. A Mosh, q não é o fanzine, mas uma outra editada por um cara q esqueci o nome aqui do Rio (formato da Bizz e afins), a Inter Magazine (q acho uma merda, parece publicação oficial de gravadora, super chapa branca), e mais algumas q saíram nos últimos anos. Quase sempre compro o primeiro número, mas as ditas cujas nunca passam de seis meses. Pelo menos vou formando um arquivo de responsa ... rs.
O problema da falta de continuidade se deve a uma série de fatores, todos eles bem amarrados, o q dificulta uma solução mais simples: falta de informação, cultura pop e interesse de quem compra, medo de ousar por parte de quem edita, má distribuição, linha editorial excessivamente concentrada no q acontece no eixo Sul-Sudeste, alguns preços meio exorbitantes, a internet (quem hj em dia se atualiza por essas revistas), e, convenhamos, um pouco de bunda molice dos leitores, pois outro dia mesmo aqui vc disse q um editor falou q as edições mais vendidas eram as que tinham na capa as mesmas figurinhas de sempre: Legião, Guns etc.

nelson soares said...

Tirando as mencionadas, que em sua maioria tiveram bons momentos nos anos 80, lembrei de uma que até hoje guardo exemplares.

A "Yeah!", voltada pro skate mas que sempre mandava alguns artigos rock que serviram pra aguçar minha curiosidade naqueles tempos pré-pré-pré-internet.

tom said...

é verdade, esqueci de citar as mags eletronicas, mas alem destas q vcs citaram tbm teve (ou ainda tem?) a dj world e a dj magazine. ha tbm as revistas de estilo e comportamento, que misturam musica no caldo, como a vizoo, e aquelas milhares de revistas feitas em sao paulo so para quem circula nos jardins e compra roupas de grife, e q tbm duram um ano ou dois...

tom said...

a yeah! era de um amigo meu de sampa, o skatista dr. anshowinhas, q fez muita coisa nessa area na epoca. era uma revista muito boa. tbm nessa area skate, que sempre tem musica rolando, existiram outras de circulacao local e vida curta, sendo que a ultima carioca foi a skt & bordas, do falecido tatu, vocalista do coquetel molotov, que a bancava sozinho

fabio fernandes said...

bem, colecionei a bizz até quase o fim da década de 90, depois nunca mais comprei, só leio nas bancas :)
tinha a primeira bizz, minha mãe comprou e me deu de presente na época, nunca me esqueço ... e, se até meados da década de 90 eu gostava bastante da revista (gostava mais do que a roll e outras da época), depois tomei um pouco de hojerizah, e não conseguia nem folhear mais.
tbém colecionei os primeiros cinco anos da rock press (tinha até as edições que saíram em formato de tablóide e depois qdo passou para revista) e sempre achei uma das mais completas que tivemos por aqui.
ainda na década de 90 curti a vírus e a general (ambas com pouca duração, tinha todas tbém mas me desfiz), a vip (que tem uns textos bem legais), a trip. o international magazine no começo era legal mas depois, como já disseram, parece que só tem release. gostava da beatz tbém.
hj em dia, gosto um pouco da laboratório pop e da mosh.
a que faço questão de comprar é a outra coisa do lobão, tbém tenho todas, mesmo que não goste do cd que venha encartado (o que é bem difícil). por enquanto, estas são as que lembro.

tom said...

como pude esquecer de citar a 'outracoisa'? é a unica revista cujo cd brinde vale realmente a pena. eles so trazem cds de bandas bacanas, albuns oficiais, nada de coletaneas xexelentas ou faixas de jabas de gravadoras. muito bacana. pena q muita gente nem saiba que ela exista. quem edita é o brodim adilson pereira, que ja passou pelo grobo e pelo extra...

fabio fernandes said...

sem contar as matérias que, independentemente se falam de música ou não, todas sempre de qualidade. e parece que agora é mensal, pois mês passado teve o da plebe rude e esta semana já vi nas bancas a nova, com cd do carbona.

tom said...

essa capa da primeira rolling stone brasileira faz par com a da atual versao americana, que traz a fergie do black eyed peas quase na mesma pose da giselle e num fundo de mesma cor. as revistas gringas de franquia costumam fazer isso. rola muiuto com a playboy q capas daqui sejam copias de capas gringas so que com a carne local

Felipe Passarelli said...

Po bem legal a Rolling Stone brazuca, deve pegar com certeza. Tem nome, tem patrocinador, tem matérias boas e fotos iradas. RS é meio que histórico na vida de todos os amantes de musica, apesar de ela hoje não representar o pensamento "mais under" e sim pop, falo da americana, mas as fotos de capa da RS sempre foram demais, me lembro uma do Smashing Pumpkins q tenho aqui qnd lançaram o MCAIS.

Hoje em dia, em termos de musica, nasceu a geração "Pitchfork", que é a mais conceituada nos EUA e no mundo. Mostrando o diferente, o que a gente gosta, mas não é revista, é site, uma outra mídia que vale de revista tem tudo lá, e eles estão certos em 80% no que dizem, e os criticos são FDPs mesmo, passam o fino :)

Mas a Pitchfork é um caso a parte, lá tem publico, eles tem vários anunciantes, tem lojas indies especializadas, lojas de vinis, anuncios de shows, e muito mais, coisa que aqui não tem, acho dificil fazer uma revista ao estilo TOTAL indie novo no brasil, a não ser que tenha publico o que é dificil.

A Midia impressa não acaba tão rapido assim não, a internet é somente um gancho de continuação das revistas, eu pelo menos leio a Época (pra mim a melhor revista semanal, odeio a veja) e leio o grobo todo dia, acho um saco ficar lendo jornal em internet, agora coisas pequenas e instantanas a boa é a internet, pq no jornal vai sair no dia seguinte o que vc quer ler, isso se tiver no jornal. Ex critica de show.

Falando em show, amanhã terá 3 shows especiais, conheci Amadou & Marian essa semana, o som é DEMAIS, tipo a história deles é linda, eles são cegos e se conheceram num instituto na Africa. Casaram e fizeram um som totalmente diferente, ritimos africanos com musica eletronica, cantado em frances e africano. Recomendo, a pitchfork deu 8.0 no album tb, contagiante.

Daft Punk vai ser sonho, e D-Ban (como chamam devendra la nos EUA) vai ser bem Freak (to adorando folk, muito bom mesmo)

Mas o que mais quero ver é o TV On the Radio de todos, um dos melhores albuns do ano e a banda que ja curtia bem antes de falarem deles aqui.

E vc Tom e cova, esperam ver que shows, quais espectativas???

Espero que a gente se esbarre la Tom, abraços :))))

OBS: Não sabia sobre o "Automatic For The People" e Kurt Kobain, por isso o disco é profundo.... Sinstro mais amo esse album, e a coletanea é demais, REM conheci com o Out of Time, não tinhamos internet nem idade ainda. Out of time eu tinha 11 anos acho!! hehehe

zero said...

minha praia sempre foi mais o cinema, comprava revistas de musica ocasionalmente estou lendo a rs brasil e estou gostando (só acho difícil que mantenham o preço) e tb a outracoisa.Mas gostaria de compartilhar com vcs a tentativa de responder algumas perguntas do Tom. Sobre oq está faltando, bem vamos no básico que é o mercado consumidor, atingir uma massa de consumo que pague a revista. Acho que teriamos essa massa se tivessemos um equilibrio social, cultural e economico maior. Por exemplo outro dia peguei o mapa do estado do rio e olhei a nossa capital e me dei conta que parece que todo o resto não existe (oq chega para o pessoal de tres rios,itaperuna, sao fidélis etc..)e mesmo na capital o mercado esta restrito basicante a zona sul (onde tudo acontece) qual foi o último show/festival em nova iguaçu ou exposição/peça de teatro em coelho da rocha?. Essa triste realidade vale para todo o pais.Quanto a se ler pouco ou a internet nos afastar do papel, acho que são problemas, a principio, relativamente pequenos diante do problema citado acima.
Bem e quanto a culpa ser nossa, SEMPRE É. pode parecer pieguas mas o poder de mudar as coisas está em nossas mãos, mas temos umA forte tendencia em fugir de responsabilidades e somos muito imediatistas queremos que as mudanças ocorram rápido senão não tem valor, mas mesmo uma pequena semente deixada depois de uma vida inteira de luta tem o seu valor.
Um Forte abraço pessoal.

PEDRO BAMBAATAA said...

gostei do topico...
aqui em casa eu e minha irmã sempre fomos ratos de publicações que falassem, de rock, pois eram tempos sem MTV e internet...

gostava muito da pipoca moderna e do jornal ROCK PRESS,que o pessoal da FLU fazia (foi esse que vc mencionou no tópico tom?)...

em 86 comecei a colecionar a BIZZ,
pois gostava linha editorial e diagramação. Porém com o tempo detectei um bairrismo foda, para o lado das bandas de sampa... meteram o pau nos discoS, do FINIS AFRICAE, do HOJERIZAH e PICASSOS FALSOS... mandei muita carta mentendo o pau nos críticos de lá... acabei ficando puto e cancelei minha assinatura...

mas sem dúvida umas das melhores para mim era a REFLEXO... mas durou apenas 3 números... muito alto nível...

na década de 90, quando comecei a curtir musica eletronica, assinei um fanzine de musica, que se chamava algo como "? CONTROL", já não me lembro o nome...

neste mesmo período, minha irmã montou o fanzine de metal "BACKSTAGE", que teve uma boa distribuição chegando a ser vendido em bancas... e em 93, se não me engano, foi o único fanzine a entrevistar o KURT COBAIN...
mas a maioria das pessoas tiveram de largar o fanzine, para trabalhar... uma pena...

hoje em dia uso mesmo a rede para me informar sobre música e o rio fanzine é claro...

abraços...

Lord Vader said...

Gostei da Rolling stone , bastante material , edição de primeira , e tomara que fique , apesar da orientação mais mainstream.
Já tava com saudade de pegar uma revista de papel e folhear , porque ultimamente a net tava cobrindo o quesito informação , inclusive muitos lançamentos citados já foram baixados e dissecados a muito tempo , mas até isso foi interessante.
A Bizz no começo dos 90 , com Andre Forastieri , Andre Barcinski , Fabio Massari , Miranda , etc , foi um marco , assim como a General , que durou pouco mas era sensacional .
E o Rio Fanzine ? Também descobri muito som lá nesses anos todos , e comentavamos entre amigos que a parada poderia ter sido um tabloide a parte , tipo um NME . Durante um tempo cheguei a guardar uma porrada de edições.

Lord Vader said...

e a proposito : Rogerio Duprat Rest in peace ...

Sandman said...

Como ja falaram por aqui, o que mais atrapalha uma revista no brasil é que nao temos o habito de ler.Quando eu era bem novinho, comprava todas as edicoes da "Placar".Eu era o unico menino da minha idade q comprava a revista.Ate hoje, nao conheco ning que costume comprar ela mensalmente.Falei da Placar pq ela trata de um assunto que os brasileiros amam:O Futebol.

Se pra vender revista "de bola" ta dificil, imagine de musica :S
Comprei a nova rs e adorei ate pq fala de varios assuntos.A capa da bizz desse mes, por exemplo, é com o renato russo.Pow, ja to de saco cheio neh hehee
O preco das revistas atrapalha mto tb, assim como a preguica do publico fan de musica.

A internet tb atrapalhou este mercado.Hoje em dia existe o orkut, my space, blog(dos proprios musicos) you tube, wikipedia...vc so nao sabe mais sobre a sua banda favorita se nao quiser :)
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vcs esqueceram da Roadie Crew, aquela revista de metal lml
(nao compro a revista, mas pelo que sei, ela eh ate q caprichada e sempre tem varias informacoes e entrevistas da bandas "from hell")

tom said...

claudy, a editora da rock press, mandou email lembrando destas:

"Bem, a Brigade existe e deve vender mais q a bizz. Existem ainda a Valhalla, Roadie Crew, Outracoisa, Jukebox (mini, começando), Guita Player Brasil, Lab Pop, Rock File."

tom said...

a ideia de fazer do rio fanzine uma revista ou jornal ja veio e foi um monte de vezes. todas esbarraram no crucial: quem vai pagar? sem publicidade, nao rola. e se a gente tiveses entrado numa das aventuras, certamente a coluna teria acabado e a revista tambem. preferimos esperar pela internet e, quem sabe, essa sera a ultima encarnacao da coluna no futuro.

Gustavo Ramos said...

concordo com o zero. acho q o problema é cultural, social e economico. O povo brasileiro não tem o hábito de ler. E qndo faz isso, lê jornais, revistas q tem uma abordagem mta rasa do fato. por isso q jornais como o extra, o meia hora são os mais vendidos. pq são jornais de leitura rápida e baratos.
E o q acontece com a internet. Na maioria das vezes o q vc lê na internet são artigos, notas, reportagens, de leitura rápida.
Então eu digo: é por isso q a internet, as vezes, atrapalha a venda de revistas. Pq o povo é preguiçoso. Mas leitores q procuram saber mais detalhadamente, com mais profundidade sobre determinada banda, ou show, compram uma revista.
Vcs concordam com isso?

tom said...

a gente sempre se compara com os vizinhos argentinos nesse caso: lá eles ja tem a versao portenha da rolling stone faz tempo, bem como uma versao da espetacular revista francesa les unrockptibles e varios outros titulos locais. pq a proporcao de livrarias e gente que le na argentina é tipo de 80 pra 20 (em 100%) em relação ao brasil

Vander said...

acho q a única revista de musica q tivemos foi a bizz, a rock press foi interessante mas era muito pequena, engraçado q nas bancas tem varios tipos de revistas especializadas para bateria, guitarra, etc e não tem de cultura pop,

eu ainda gosto muito de revista, até pq nao da pra vc sentar num buteco com um computador pra tomar uma ceva enquanto lê, agora pra mim o pitchfork é muuuito mais importante q as criticas de revista, mesmo comparando com as "grandes" tipo uncut, Q e mojo, nada compara a vc no trampo dar um clique num desses sites bacanas e saber que uma banda sua acaba de lançar um single,

curti bastante a rs e fiquei pasmo com a quantidade de anunciantes! a coitada da bizz levou uns 3 meses pra conseguir alguns gatos pingados de anunciantes, talvez isso explique o preço mais em conta da rs, mas senti falta de um pouco de humor e a bizz tem escritores melhores, acho q só uma vai sobreviver no mercado, pena,

felipe, minha expectativa é o YYYs e daft e tv sao bonus, mistério pq em sampa vendeu tao poucos ingressos!!!

e o jarvis já ta rolando e achei bem pulp e também o the shins q sao uns indies bem bacaninhas

Rocha06 said...

Olhei a Rolling Stone várias vezes na banca mais ainda não tive vontade de comprar...hoje em dia a gente tem acesso a tanta coisa pela internet que eu tenho a impressão de que vou pegar a RS e só ver notícia velha...nem gosto tanto da original, prefiro a Q inglesa.
É, Daft Punk tá foda mesmo...os cambistas tão vendendo a 300 paus o ingresso, não dá. Acho que vou ter que me conformar a só assistir à Patti Smith e os YYYs amanhã. Pena, sei que vai ser um showzasso. Mas o Tim tá bem fraquinho esse ano comparado com o ano passado.

Rocha06 said...

Ainda nesse tópico leitura, acho que o "hábito" de ler não combina muito com as características típicas do brasileiro médio. Por exemplo:

-a leitura é algo solitário. Talvez uma das práticas mais solitárias que existe. E o brasileiro curte mesmo é um social(vide Orkut). Imagina alguém deixar de ir pro bar tomar choppe com os amigos pra ficar em casa lendo um livro(ou revista). Imagina deixar de ir pegar mulher na rua pra ficar lendo um livro.

-Com tantas coisas à disposição, com tantas distrações e aparatos tecnológicos(tv, computador, videogame, Ipod, etc.) a competição fica difícil. Leitura é algo que exige concentração absoluta. Já os outros não. É possível estar na internet, ver televisão e ouvir música(e, se bobear, de quebra, falar no telefone) ao mesmo tempo.

-É preciso reservar um certo tempo para a leitura. E em meio ao trabalho, estudo, vida social, família e outras responsabilidades, fica difícil encontrar tempo pra isso. Conheço gente que não lê muito por falta de tempo mesmo.

Calvin said...

Fecho com o Sandman: se nem revista sobre futebol, que é a paixão nacional, o brasileiro compra, imagina sobre rock...


A única revista de música que eu comprei com alguma freqüência foi a Rock Press. Acho que comprei só uma ou duas revistas bizz na vida.

A internet preenche bem mais minha necessidade de informação. O único problema é que adoro ler no banheiro! E nessas horas faz uma falta danada ter uma revistinha à mão, hehe.

tom said...

a gente nao precisa andar com livros de céline ou baudelaire debaixo do braço commo fazem os franceses, mas ler um pouco mais seria uma boa. isso nao significa falta de tempo ou abdicar da internet. ate pq, a grande maioria dos brasileiros nao tem acesso a rede. eu dou conta disso no banheiro (como o calvin) ou antes de dormir, p ex. funciona (rs)

Gabriel said...

A rs eu não li ainda, mas gostei muito da nova bizz. Um dos trunfos da revista é não ignorar que o mesmo público q lê a revista usa internet pra conhecer as novidades, daí as citações de vídeos, mash ups e versões que rolam na rede.
Acho que aqui as pessoas tratam a leitura como superfluo, qdo a economia no país está mais equilibrada (como agora) tem espaço pras revistas de futebol, de música, etc, sobra um dinheirinho pro público comprá-las. Placar e Bizz (pra citar as da abril) vão e voltam de tempos em tempos. Infelizmente, na primeira crise parece que as vendas despencam.

Rocha06 said...

Antes de dormir normalmente me dá sono...o livro tem que ser muiiito bom

Sandman said...

o bom de ler revista e jornal eh achar um rio fanzine de 12 de outubro de 2001 (5 anos !!) sobre uma novidade q corria lah fora, chamada "air guitar" hahaha

tom said...

off: acabei de chegar do show do daft punk e so tenho uma coisa a dizer: foi sen-sa-cio-nal!!!

fabio fernandes said...

a noite de ontem só confirmou duas teorias minhas: o daft é realmente sensacional e o devendra ... puta, acho que foi o pior show da minha vida, a coisa mais chata que já vi. o casal amadou & marian deu de mil a zero no cara. sem contar que o chato ainda concorreu com o mauval: perdeu de goleada, é óbvio !
e acho que a marina passou no teste do tim festival, o lugar tava ótimo, quase nem senti muita saudade do mam.

PEDRO BAMBAATAA said...

filhos gemeos do darth vader aterrisarm na nossa cidade?

que foi isso ontem o na marinha?

acho que agora posso dizer que
que vi um show verdadeiramente
de música eletrônica na minha vida...

com relação a marina achei muito pequena em relação ao mam, os bares muito perto do palco, quase sai na porrada com um play para pegar uma cerveja e o lugar para vc ir de carro é uma merda...

tem de deixar o carro muito longe...

mas quanto ao show?

resumindo, valeu a pena aturar tudo isso...

abraços

Felipe Passarelli said...

Fala Tom!

Nossa, que "Brainwasher" ontem heim, demais Daft Punk mesmo, o som tava tipo incrível e a tal pirâmide é mágica mesmo. Foi ótimo mas com alguns poréns: Muito curto pelo dinheiro gasto e o set é praticamente O MESMO em todos os lugares do mundo, colocando uma dúvida: Séra que eles fizeram ao vivo mesmo? Nota 8,0

Amadou & Marian: A melhor atração de sexta, realmente tudo que Mano Chao coloca o dedo vira ouro. Fez até o mais cansado dos esqueletos ficarem de pé, incrível a afinidade com o publico, o carisma e a interação com a banda, fora o histórico importante que carregam na mala, e ainda são cegos! Imagina se não fossem! Nota DEZ!

Devendra foi a decepção total, o que era aquele mendigo "hipster" alcolatra no Palco Lab??? Sinceramente, esperava fidelidade aos albuns de estúdio, mas NADA estava igual, o cara tava louquíssimo, a voz horrivel, um repertório non-sense (eu mesmo só reconheci 3 musicas mais cover da Lauryn Hill e lost in Paradise do Caetano de resto não entendi mais nada). Achei um absurdo com o publico que gosta das musicas dele, que são acusticas e viajantes, pra um meia boca eletrico sem alma. Nota ZERO (mesmo não gostei)

Hoje aposto minhas fichas no TVOR e YYY, acho que nao tem como ser ruim, e Thievery vai ser bonus e a surpresa, eles fazem um som bem gostoso, bem bom.

O set list do Daft foi esse no Rio (e em todos os lugares do mundo):

01 - Robot Rock
02 - Technologic vs Oh Yeah
03 - Television Rules The Nation vs Crescendolls
04 - Too Long
05 - Steam machine vs Around The World
06 - Too long
07 - Face To Face vs Harder Better Faster Stronger vs Short Circuit
08 - One More Time vs Aerodynamic
09 - The Prime Time of Your Life vs Rollin' and Scratchin'
08 - One More Time vs Aerodynamic
09 - The Prime Time of Your Life vs Rollin' and Scratchin'
10 - Da Funk
11 - Superheroes vs Human After All vs Rock'n'roll

Off: The Shines é lindo Tom adoro muito!!!! Se puder pega os dois anteriores que são bem melhores, o "Oh, Inverted World" e o "Chutes Too Narrow" que são clássicos no mundo indie. Tem outros mais esses dois são excelentes.

E Você Tom só viu o Daft mesmo?? Só encontrei o Jamari (impossível nao achar rs) e não te vi mas vai ve vc me viu, sempre me acha! hehehe

Abraços!! Human after All! :p

Rodney Brocanelli said...

Queria citar outras revistas: uma delas é a Zero, que era editada aqui em São Paulo pelo Luiz Cesar Pimentel. Durou uns dois anos e teve sucesso de público. Em alguns fóruns da Internet (orkut, etc) tem sempre alguem a lembrar dela. Outra é a Frente. Essa foi mais efêmera, durou apenas três edições e também sua base era aqui em São Paulo. O editor era o Ricardo Alexandre, o mesmo que comanda hoje a redação da Bizz. Essa vinda da Rolling Stone até que foi bacana. Nunca vi tanta gente falando de revistas como agora.

Ah, valeu pela citação à LabPop, Fabio.

Vida Fuleira said...

Lembro de um fanzine que deu um grande passo nos anos 90 e virou revista. Era editado em São Paulo e se chamava Panacea. Acho que só durou uma meia dúzia de números.

Rodney Brocanelli said...

E falaram da Mosh aqui, mas devo informar que existiu uma outra Mosh que circulou em 2004. Era da mesma editora da Guitar Player, entre outras revistas dedicadas a instrumentos. O editor era o Regis Tadeu, esse mesmo que faz algumas participações no programa Superpop, da Luciana Gimenez. Essa Mosh também não durou muito.

NA CIDADE

NOVEMBERINAS:

Teatro Odisseia 26 - Vanguart / Ariella

Teatro Rival 22 – Rival Rebolado 23 – Nelson Sargento 25 – Festa Batmakumba: Abayomy 30 - Festival Norueguês: Sondre Lerche / Greni

Teatro Riachuelo 22 – Golden Boys

Coordenadas Bar (Botafogo) 05, 12, 19 e 26 – Pedro Baby & Convidados 21 - Sérgio Rocha Blues Band: Homenagem a Celso Blues Boy Estúdio Fórum (Botafogo) 24 - Sexta Infame: PxExNxE (COL) / Blaspherion / Lástima / Baga

Solar de Botafogo 24 - Kosmus / Aura / Psilocibina 29 – Gabriel Calisman

Theatro Net Rio 27 -  Alessandra Verney  29 – Silva Canta Marisa Monte 

Blue Note 22 - Lina Nyberg (SUE) – Participação: Ilessi (22h30) 23 – Quarteto do Rio & Roberto Menescal – Participação: Joyce & Wanda Sá & Pedro Miranda (20h) 23 – Insula (22h30) 24 e 25 - Kenny Garret Quartet  29 e 30 - Ed Motta: Baile do Flashback

Sala Baden Powell 22 – Doralyce & Maracutaia 25 - Augusto Martins & Paulo Malaguti 26 - João Carlos Assis Brasil & Carlos Navas

Teatro da UFF (Niterói) 24 a 26 – MPB – a Era dos Festivais: Soraya Ravenle & Edu Krieger & Marcelo Caldi & Fabiano Salek & PC Castilho

Planet Music (Cascadura) 25 - For Annie / Ollie / Colorado / Visceral Fear

Imperator 23 – Humberto Gessinger: “A Revolta dos Dândis – 30 Anos” 24 – Cidade Negra Canta Gilberto Gil 25 – Terraço do Imperator: Forró Lánalaje: Trio Ventura / DJ Edna Carvalho 25 – Paulinho Moska 26 - Fafá de Belém (com Manoel & Felipe Cordeiro): Guitarradas do Pará 28 – Coral Imperator

Centro de Referência da Música (Tijuca) 23 – Felipe Adetokunbo 24 – Nina Rosa & Thiago Kobe 25 – Rodrigo Maranhão & Pretinho da Serrinha 29 – Joyce Cândido Canta Elis Regina  30 – Michel Taski

Aparelho (Centro) 18 - Second Come 24 - Felipe Zenicola / Marcos Campello / Lucas Pires  Motim (Centro) 24 - Gragoatá / Vitor Milagres / Daniel Villares

Quintas no BNDES 19h - grátis 23 - CDR Style 30 - Sergio Santos

Teatro Glauce Rocha (Centro) 23 - Alice Passos & Maurício Carrilho  30 - Olivia & Francis Hime Museu de Arte do Rio 24 - Sarau do Alemão / Rincon Sapiência

BRASIL EM TRANSE: Com curadoria de Ismail Xavier e coordenação da Sociedade Amigos da Cinemateca, em parceria com a Cinemateca Brasileira e o Cinusp, esta Mostra reúne mesas de debate e exibição de filmes que acontece de 16 de novembro a 1º de dezembro, em São Paulo. CINEMATECA BRASILEIRA

Circuito SESC 24 - Niterói: De Leve (19h - R$ 20) 25 - Madureira: De Leve (17h - R$ 20) 25 - Ramos: Cassiano & Trio Beija Flor (17h - grátis) 25 - São Gonçalo: Bebeto (17h - R$ 20) 26 - Madureira: Dorina (17h - grátis) 26 - São Gonçalo: De Leve (19h - R$ 20) 29 - Tijuca: Marcelo D2 & SambaDrive (19h30 - R$ 20) 30 - Tijuca: De Leve (20h - R$ 20) ______________________________

MIXX: 25 – Qinho - Ahlma.CC / Leblon 25 - AcaraJazZ: Bondesom / Juliana Linhares / Doralyce – Rio City Lab / Santo Cristo 26 - Alaska (SP) / Hover / Whipallas – La Esquina / Lapa 26 - Cervical / Mari & The GoodFellas / Facing Fear – Calabouço / Vila Isabel 29 - Baculeju da Sandra de Sá – Teatro Glaucio Gill / Copacabana

as dinamarquesas do grupo WE LIKE WE, são o destaque internacional na abertura da 5º edição do Festival Música Estranha em São Paulo.

Abertura da exposição de fotografias de Raymond Depardon, “Un moment si doux”, no dia 1º de novembro. Depois de passar por Paris e Buenos Aires, o CCBB Rio recebe as 170 fotografias de diferentes cores e formatos tiradas na Europa, África e América Latina, incluindo o Brasil. Ate 22 de janeiro. qua-seg 9am-21pm. Grátis.

Alexandra Jackson no Blue Note dia 28/11 (terca).   Alexandra é uma cantora americana que esta lançando EP, “Legacy & Alchemy”, dedicado à canção brasileira com standards da MPB .  O show tem participação de Pretinho da Serrinha.

#BLAZEYOURSELF @ Rooftop 5 Data: 25 de novembro, sábado – a partir das 17 horas até meia noite Local: Rooftop 5 – Rua Coropé, 88 - Pinheiros, São Paulo - SP, 05426-100 Atrações: Selvagem, Jaloo e Tropkillaz Entrada gratuita mediante cadastro e confirmação no site, limitada a 500 pessoas

Tropicália ganha exposição tech com livre reinterpretação conceitual Nos 50 anos do movimento, na Galeria BNDES   Os artistas Barbara Castro e Luiz Ludwig, do estúdio Ambos&&, apresentam uma livre reinterpretação dos conceitos do movimento tropicalista à luz da arte e da tecnologia. Com a exposição Vamos Comer, estimulam o público a “devorar” experiências sensoriais e orgânicas, incluindo quatro instalações de arte computacional. Ela está aberta a visitações na Galeria BNDES, no Rio, entre os dias 18 de outubro e 1º de dezembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h

“Piano, Voz e Jobim” Augusto Martins e Paulo Malaguti Pauleira   _ Homenagem aos 90 do maestro brasileiro _ Sala Baden Powell, sábado 25.nov (sáb), às 21h

FICI 2017 O Festival Internacional de Cinema Infantil, que acontece no Rio de 24 a 3 de dezembro, exibirá, na edição deste ano, 120 filmes de 25 países, entre animações, curtas, médias e longas-metragens. confira a programação.

O espetáculo “Kid Morengueira – Olha o breque!” homenageia Moreira da Silva (1902 – 2000), o cantor que popularizou o samba de breque, tornando-se um ícone da música brasileira. O samba permitiu a ele criticar, sempre com muito bom humor, os poderosos com seus desmandos, os malandros que conheceu na noite, e os compositores que ajudou a tornar conhecidos. A peça estreia para uma curta temporada no Teatro I do Sesc Tijuca - de 03 de novembro a 03 de dezembro, de sexta a domingo, sempre às 20:00.

Após o sucesso da temporada nos meses de abril e maio desse ano, que passou por sete cidades brasileiras e esgotou em todas as praças, o espetáculo “STOMDUP” de Tom Cavalcante volta para novas apresentações no Rio de Janeiro (dia 01 de novembro, no Teatro Bradesco Rio); Natal (dia 30 de novembro, no Teatro Riachuelo); Fortaleza (dia 01 de dezembro, no Teatro RioMar Fortaleza).

SOLID ROCK: a participação da banda Lynyrd Skynyrd no Solid Rock (Curitiba, Pedreira Paulo Leminski, dia 12/12; São Paulo, Allianz Parque, dia 13/13; e Rio de Janeiro, Jeunesse Arena, dia 15/12) acaba de ser CANCELADA por motivos pessoais da banda. No lugar, Cheap Trick será a banda que fará parte do lineup, junto do Deep Purple e Tesla. Mais informações sobre devolução de ingressos serão divulgadas em breve.

(colaborou @DonnieDarko73);

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