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O FIM DO TESTE DO SOFÁ

A faísca do movimento ‘me too’, que luta contra o assédio sexual em locais de trabalho (não só), começou em 2006, envolvendo uma pessoa no MySpace. Mas, só na década passada, explodiu. E, nos Estados Unidos, um dos casos mais fortes, certamente, foi o que envolveu acusações contra Roger Ailes, diretor do canal Fox News, que, depois de acusado por uma das apresentadoras da emissora (após ter sido mandada embora por ele), acabou fazendo com que outras funcionárias e apresentadoras tomassem coragem para denunciá-lo.


Essa história, é mais ou menos contada, em ‘O escândalo’ (‘Bombshell’), de Jay Roach, que estreia no Brasil esta semana. Mais ou menos, porque o filme não mergulha a fundo no caso, apenas o revela, pelo olhar de duas das mais (então) famosas apresentadoras da rede, as louras Gretchen Carlson (Nicole Kidman) e Megyn Kelly (Charlize Theron); e de uma terceira personagem, fictícia (feita por Margot Robbie), que está lá para representar e fazer as ligações entre funcionárias do se…
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O FALSO BRILHO DA AMBIÇÃO

Adam Sandler é o tipo do ator ame/odeie. Ele faz um humor que americano adora (seus filmes, por pior que sejam, faturam muito bem nos EUA, embora venham fazendo menos sucesso ultimamente) e nosotros aqui não gostamos tanto assim. Geralmente, faz tipos metidos a engraçadinhos, mas que, no fundo, são verdadeiros malas-sem-alça. É essa a imagem que ele passa, do camarada carismático, mas irritante.


Pois bem, em ‘Jóias brutas’ (‘Uncut gems’), Sandler (que, geralmente, produz seus próprios filmes e, aqui, está controlado; ou seja: não é um filme de Adam Sandler, mas com ele) explora muito bem esse tipo, elevado à enésima potência, num trabalho bastante tenso e sério, que não tem nada de engraçado, a não ser nos fazer rir de nervoso. Como Howard Ratner, um joalheiro judeu do distrito dos diamantes, em Manhattan, que vive a vida freneticamente, equilibrado em apostas vultosas em jogos de basquete, penhora de relógios caríssimos e outros escambos. Tudo em volta da caótica vida de Howard gira e…

2019 em revista (work in progress)

algumas cosias que achei bacana no ano passado:

'THE MANDALORIAN' = a série derivada do universo star wars com o mandaloriano (pedro pascal), concebida por jon favreau, é uma maravilha para fãs e não fãs. Traz a estética dos filmes originais, um personagem misterioso e carismático (apesar de sempre de capacete), um clima de western com filme de samurai e, a grande cartada: baby yoda! até a trilha sonora e os atores coadjuvantes (entre eles werner herzog!) são perfeitos. unica serie do ano que assisti cada episódio com gosto, esperando pelo da semana seguinte (toda sexta-feira). chegará aqui em meados do ano, via disney+



TAMBÉM NA TV: 'SUCCESSION' E 'YEARS & YEARS" (HBO), nada que netflix lance, chega sequer perto da qualidade HBO, pq estes, não querem agradar a todos e não fazem concessões. A primeira, apresenta a família mais podre e vil já mostrada numa série de TV. A segunda, faz uma reflexão/previsão do que estamos vivendo e do que está por vir. vale c…

OS FILMES DO ANO 2019

O ano é 2019. Para nós, do mundo real, ele já acabou. Mas, estará, para sempre, marcado em três clássicos da ficção-científica do cinema dos 80s (um deles, uma animação), que se passavam neste ano, então um futuro ainda um pouco distante, já no Século 21: “Blade Runner, o caçador de androides” (“Blade Runner”, 1982), “O Sobrevivente” (“The Running man”, 1987) e o anime “Akira” (“Akira”, 1988).


Antes de se falar em ecologia, do modo como tratamos hoje, a distopia apresentada em “Blade Runner” (baseado em livro “Do androids dream of electric sheep?”, de Philip K. Dick, publicado em 1968), mostrava como seria um futuro, onde animais já não existem mais (tê-los, mesmo que sob a forma de réplicas/clones, era um luxo; daí o título original do livro, que compara os anseios dos homens aos dos andróides, que não ligam para posses), a poluição tomaria conta do planeta, a ponto de fazer os humanos correrem daqui e irem morar em condomínios em outros lugares da galáxia (colonizados por nós), de…

STAR WARS: 40 ANOS DE SAGA

Faz 40 anos que comecei minha jornada numa galáxia muito, muito distante. Era janeiro de 1978, quando o primeiro 'Guerra nas estrelas' (que, depois, foi rebatizado como 'Episódio IV: uma nova esperança', por conta das prequels que vieram depois) estreou no Brasil, uns seis meses após ter sido lançado nos EUA (meados de 77, dando início a era dos blockbusters de verão). Ainda teen, fiquei fascinado com tudo aquilo: jovem herói vestido qual samurai, cenários de faroeste, letreiro deitado que nem os de Flash Gordon, monstros, princesas, naves, dróides, planetas misteriosos, uma atmosfera de filme B perfeita, digna de contos de fadas. Era pra ter sido só um filme. Mas, deu tão certo que, 40 anos depois, ainda estamos vendo o final desta saga estelar, finalmente, com a estreia mundial de 'Star wars: A ascensão Skywalker", que leva embora (para sempre?), os tipos que nos acompanham desde então (Luke, Leia, Han Solo, Chewbacca, R2D2, C3PO, Darth Vader) e introduz…

ANNA KARINA EST MORT

Morreu Anna Karina, a indiscutível musa da Nouvelle Vague francesa. Para Agnès Varda, ela foi o rosto, a cara, a face desta nova onda do cinema. E foi mesmo. Esteve em vários filmes de Godard; apareceu no essencial de Varda (‘Cleo de 5 as 7’, 1962), no polêmico ‘A religiosa’ (1966), de Jacques Rivette; no sensual ‘La ronde’ (1964), de Roger Vadim; e fez Sherazade, em ‘O Califa de Bagdá’ (1963). Depois, seguiu carreira como cantora (fez shows e gravou vários discos) e também produtora de cinema. Dirigiu um filme, 'Vivre ensemble', em 1973


Karina nasceu dinamarquesa, em 22 de setembro de 1940, em Copenhagen, como Hanne Karen Blarke Bayer. E, antes de virar uma presença luminosa nas telas de cinema, chegou a paris, com 17 anos, para modelar, tendo vestido e desfilado para Chanel (que lhe deu o pseudônimo) e Pierre Cardin. Conheceu Godard, quando este a convidou para um pequeno papel em seu clássico ‘Acossado’ (1960). Karina, recusou, pois teria de aparecer nua. Contudo, a amizade …

GOLPISTAS PODEROSAS

O empoderamento (êh palavra horrível) feminino, é uma coisa positiva. Mas, vem sendo usado, de forma equivocada. Como foi o caso do novo filme d´‘As panteras’, no qual a barra foi forçada de tal forma para ‘lacrar’, que a produção se transformou numa das maiores bombas do ano, mal cobrindo a metade do orçamento de $100 milhões de dólares. E, enterrando (para sempre?) as ‘anjas’ de Charlie; que, em outras ocasiões, foram, realmente, poderosas.



A diretora de ‘As panteras’, Elizabeth Banks, precisa aprender com a colega Lorene Scafaria, diretora de ‘As golpistas’ (‘Hustlers’), como se faz um filme, no qual as mulheres estão no comando, são fortes, sensuais e não uma caricatura tosca de um ideal furado (detonar machos gratuitamente). Baseado num fato real, revelado na revista ‘New York’, que causou furor na época de sua publicação, ‘As golpistas’ mostra um grupo de mulheres, dançarinas de pole/strippers, que resolvem roubar de seus clientes. Motivo: a quebra recente de Wall Street, que aba…