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MEGALLODON. MAS, PODE CHAMAR DE MEG

Filmes com tubarões sempre são, no mínimo, tensos e divertidos. Tem sido assim, desde o clássico do gênero, ‘Tubarão’ (Jaws, 1975), de Steven Spielberg, passando por abordagens mais atuais, como ‘Do fundo do mar’ (Deep blue sea, 1999) e a trasheira assumida da série ‘Sharknado’, feita direto para a TV.


De tempos em tempos, surge um filme com esqualos, que tenta suplantar o anterior. E ‘Megatubarão’ (The meg), de Jon Turteltaub, se insere nessa linhagem com honra. Porque, ao mesmo tempo, dá um upgrade no bicho (trazendo uma espécie extinta, o imenso Megalodon), e  faz uma homenagem a todos os seus antecessores que merecem: o tubarão de Spielberg aparece numa camiseta, o laboratório submarino, a criancinha, a praia apinhada de gente, os ataques súbitos, está tudo lá.



O filme, se divide em: resgate, fuga, ataque e triunfo, como numa sinfonia bem azeitada, com personagens bem construídos e com arcos emocionais bem desenvolvidos. Porque é adaptado de livro, que fez sucesso na década passada.…
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A TURMA DO ARCHIE SE RENOVA

No dia 26 de outubro, estreia na Netflix, a série ‘O mundo sombrio de Sabrina’. Mas, quem é Sabrina? É aquela jovem feiticeira da Turma do Archie, lembra? Não? Então, vamos recapitular:
Tudo começou com ‘The Archie show’, série em desenho animado da Filmation, que estreou em 1968, nos Estados Unidos. Na verdade, a gênese da turma é mais antiga. Vem dos gibis, com os personagens criados por Bob Montana, em 1941. Mas, foi com o desenho musical, que veio na aba do sucesso dos Beatles e dos Monkees, que a turma do Arquibaldo (como se chamava nos quadrinhos aqui) deixou de ser um segredo dos tempos de inocência americanos e se tornou conhecido mundialmente. Os desenhos para TV do Archie, foram produzidos até 1978, e, nesse meio tempo, deram origem a um spin-off (‘Josie e as gatinhas’, pela Hanna-Barbera) e lançou personagens secundários ao estrelato, o caso da feiticeira Sabrina (uma lourinha groovy).


Mas, o que fez tudo acontecer mesmo, e tornou a fictícia banda do Archie num sucesso mundi…

MISSÃO: CADA VEZ MAIS IMPOSSÍVEL!

Uma de minhas lembranças mais remotas, é a de meu pai, assistindo TV, sozinho na sala, tarde da noite. Por 'tarde da noite', entenda-se depois das 22h. pq, depois disso, eu já deveria estar na cama. mas, me esgueirava para ver o que passava. muitas series policiais/espionagem, como 'o agente da uncle', 'os vingadores', 'o santo' e, principalmente, 'missão: impossível' (rolava tbm 'star trek' e 'twilight zone'. estas, eu negociava pra ver, caso tivesse feito o dever de casa). a favorita de meu pai era 'missão: impossível'. e, era a que tinha a minha abertura favorita. e tema, também.



a série, ficou no ar por muitos anos (houve uma fase, já nos 70s, que até o leonard nimoy/spock, fez parte da equipe) e influenciou varias do gênero. mas, só mais recentemente, ganhou um filme para cinema, através das mãos de brian de palma, com tom cruise como astro principal e produtor executivo. o tema e a abertura (bem como o modo como a…

O FANTÁSTICO SR. ANDERSON

O diretor americano Wes Anderson (Grand Budapest Hotel, Moonrise Kingdom, os fabulosos Tenembaums), é um dos poucos que, atualmente, conseguem trabalhar dentro de suas próprias regras e, assim, criar o seu próprio universo cinematográfico, repleto de bizarrices, poesia e muita imaginação.


Seu novo filme, ‘Ilha dos cachorros’, atinge um nível que, mesmo para os padrões ‘wesleyanos’, é bastante alto. E ainda surpreendente. Ele volta à animação stop motion (depois de ‘O fantástico Mr. Fox’, 2009), para nos entregar uma trama -- passada num futuro próximo, no Japão --, onde uma conspiração para eliminar os cães (travestida de epidemia de gripe canina), acaba por os exilar numa ilha/depósito de lixo. Em busca de seu cão guardião, vai Atari, um intrépido menino de 12 anos, que acabará por reverter a situação, ao descobrir todo o plano. Detalhe: todos os personagens nipônicos, só falam em japonês. Já os cães, falam em inglês. Aliás, o cast de vozes é fantástico: tem de Yoko Ono e Greta Ger…

Play. Stop. Rec. A FITA CASSETE, REBOBINOU

Dia destes, assisti ao documentário ‘Cassette: a documentary mixtape’, feito para celebrar os 50 anos da fita cassete. A mídia, foi criada pelo engenheiro da Philips, o holandês Lou Ottens (ainda vivo, aos 90), em 1963, e exibida naquele, mesmo ano, numa feira de eletrônica, em Berlim. Logo, os japoneses copiaram a ideia, e Lou, teve de ir a Tóquio, pedir que, já que é para copiar, que pelo menos, se criasse um padrão. Foi por isso, segundo ele, que o formato durou tanto tempo.



Hoje, com o cassete experimentando um revival, similar ao do vinil (já existem gravadoras, aqui e no exterior, produzindo novamente as fitas; além de um cassette day, como o record store day do vinil), é bom recordar como a fita cassete foi importante em sua época. A princípio – e com o uso de um aparelho gravador portátil, também lançado pela Philips – tornou possível, não apenas levar a música ‘para viagem’ (antes do conceito japonês do walkman, da Sony), como também gravar sons externos e músicas diretamente …

KARATE KID: A HORA DA REVANCHE?

Não sou muito fã de prequels (filmes que explicam origens de personagens icônicos, vide o fracasso do filme de Han Solo, em cartaz), nem de remakes ou reboots (que recomeçam ou refilmam algo já conhecido, para fazer uma atualização, nem tudo funciona) ou de sequencias desnecessárias (muitas, apenas caça-niqueis). É preciso ter um algo mais, para fazer esse tipo de coisa funcionar.


Felizmente, é o que acontece com ‘Cobra Kai’, série lançada pelo YouTube, que está com seus dois episódios (de um total de 11) liberados no famoso site/aplicativo, para todos assistirem. Mas, para continuar, será necessário assinar o serviço YouTube Red, a plataforma de streaming deste que é o único possível rival do Netflix, neste momento, no mundo. E, difícil vai ser não querer continuar, depois do piloto.
Do que se trata? É uma continuação de ‘Karatê kid’, aquele filme teen que misturava romance e artes marciais, que transformou o ator Ralph Macchio (que fazia Daniel-san) e seu mestre, o oriental Senhor Myi…

SEQUENCIAS E CONSEQUENCIAS

Atualmente, quase toda semana, estreia uma nova sequencia ou reboot de filme conhecido. é cada vez mais difícil nos depararmos com algum material inédito nas telas. e, os poucos que tentam, muitas vzs não são recompensados por publico/bilheteria. parece que, a plateia, assim como cada vez mais, exige filmes dublados, tbm quer ver mais do mesmo. por isso, existem sequencias realmente validas e outras que são apenas capítulos para manter alguma serie/saga rolando.



estão chegando aos cinemas do brasil, por estes dias, duas sequencias que se encaixam nisso. uma delas, a para 'sicario', vem de um filme que realmente trouxe uma abordagem diferente a um tema que sempre vemos sob o angulo do filme de ação banal: a realidade dos carteis de drogas que atuam na fronteira do méxico com os estados unidos. sicario (escrito por taylor sheridan, o melhor roteirista da atualidade) bateu forte, quase como um documentário. foi um filme pequeno e barato, mas que deu bom retorno. e, assim, abriu …