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SOLO. E BEM ACOMPANHADO

Não curto prequels, de modo geral. Pq, muitas vzs, elas explicam o que não era pra ser explicado ou precisava de explicação. Não me importa saber se aquele personagem icônico apanhava quando guri ou tinha desejos pela mãe ou foi currado pelo pai, e coisas do tipo. certos mitos, não precisam ser desconstruídos. Por isso, desde que 'Solo', o filme, ahem, solo de Han Solo, meu personagem favorito da saga star wars classica, foi anunciado, fiquei com muito medo. Afinal, o tipo que nos gostamos, não é exatamente um herói, avant la lettre. Ele é meio cafajeste, mercenário assumido, faz umas coisas que não são politicamente corretas, é malandro e talz. Aí, um filme Disney, explicando a origem do personagem, tinha tudo para cagar o mito, certo? Felizmente, não.


  Portanto, se 'solo: a star wars story', não é uma maravilha (ainda mais, nas mãos de um diretor vaselina, como o ron howard), felizmente, tambem não é uma tragedia. Ele passa raspando no crivo, ate do fã mais radical…
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PIADA REPETIDA E DIVERTIDA

Ryan Reynolds tentou, por vários anos, convencer os executivos da Fox, de que era uma boa ideia fazer um filme com um herói menos badalado da Marvel (do qual a Fox tinha direito de uso, por causa da conexão X-men), com ele estrelando. A luz verde demorou a ser acessa porque: RR vinha do mega fracasso Lanterna Verde (da DC) e ninguém achou que um filme de super herói, proibido para menores (e com muitos palavrões e sangue) fosse uma boa ideia. Resultado: quando enfim foi lançado, Deadpool custou cerca de $60 milhões de dólares (merreca, hj em dia, menos do que se gasta na divulgação de certos filmes) e faturou, no total, mais de $700 milhões mundialmente!



  Por isso, dois anos depois, chega 'Deadpool 2', agora com Reynolds por cima da carne seca. No geral, é mais do mesmo: milhares de piadinhas por minuto (desta vez, um pouco mais focadas no mundo do cinema do que no dos supers; muitas delas nem serão decodificadas por quem tem menos de 20 anos) e duplos sentidos o tempo todo…

O VINGADOR SOLITÁRIO

Chega nesta segunda semana de maio, aos cinemas brasileiros, o remake de 'Desejo de matar', clássico filme de crime dos anos 70, que marcou a carreira de Charles Bronson, como a de um matador de olhos frios. No caso, o filme original, seria apenas mais um retrato daquela época, quando o crime explodia em grandes cidades americanas, como Nova York, onde ele se passa.


Mas, fez tanto sucesso, que deu origem a mais quatro sequencias, e a todo o tipo de imitações. Na trama, um pacato arquiteto, acaba assumindo o papel de um vingador (e sai matando criminosos a esmo), quando sua filha é estuprada e sua mulher morre, num assalto ao apartamento da família, cometido por uma gangue. Curiosamente, um deles, é o então desconhecido, Jeff Goldblum. Outra curiosidade é que, as continuações, não vieram imediatamente. A maioria, foi lançada nos anos 80; e, o ultimo da série, já na década de 90. A trilha sonora foi assinada por Herbie Hancock.


Na refilmagem, tudo teve de ser atualizado, par…

O COMEÇO DO FIM, PT.1

O lançamento do ano é, sem duvida, a primeira parte de "Vingadores: guerra infinita" (estreia mundial entre quarta e sexta-feira, desta semana de abril), que vai fechar o primeiro ciclo de dez anos do MCU (Marvel Cinematic Universe), que começou em maio de 2008, com o primeiro filme do Homem de Ferro -- que foi seguido por aquele do Hulk, com Edward Norton, que não obteve o mesmo exito. Desta primeira fase, fazem parte: homem de ferro 2 (2010), thor (2011), capitão américa: o primeiro vingador (2011) e o primeiro filme dos Avengers (2012), que reuniu essa turma toda. Este ultimo, dirigido por Joss Whedon, foi a realização visual de todo fã de gibi Marvel, e do traço de Jack Kirby, com cenas completamente copiadas direto dos painéis deste.



A segunda fase do MCU, começou com o terceiro (e pior, mas o que fez mais dinheiro!), do Homem de Ferro (2013); o segundo do Thor (mundo sombrio, 2013), o segundo do Capitão América (soldado invernal, 2014); a grata surpresa, que foi o …

PERDIDOS NO STREAMING

Irwin Allen (1916-1991), foi um produtor/idealizador de series sci-fi clássicas da TV, como "Viagem ao fundo do mar" (1964-68), derivada de um longa, lançado por ele, em 1961; "túnel do tempo" (1966-67), "perdidos no espaço" (1965-68) e "terra de gigantes" (1968-70), nesta ordem. Depois, ainda foi um dos criadores do cinema-catástrofe, com os bem sucedidos "O destino do Poseidon" (1972) e "Inferno na torre" (1974), entre outros. Mas, é por suas séries de TV, que ele é sempre lembrado, sobretudo por "Perdidos no espaço/lost in space", a mais icônica delas.


Inspirada nas aventuras da Família Robinson suíça (por sua vez, inspirada em Robinson Crusoé), Allen levou a aventura para o espaço. Em vez de se perder no mar e viver numa ilha, esta família Robinson era formada por cientistas recrutados para uma missão de buscar um novo planeta para ser colonizado por nós. Mas, no caminho, algo dá errado (na verdade, foi sabot…

DETONANDO TUDO!

Se são capazes de fazer um filme de emojis (apesar de animação), são capazes de fazer de qualquer coisa. E, em se tratando de adaptações de videogames, nada é impossível. Por isso, foi com misto de surpresa e certo pé atrás, que soube que estavam transformando o jogo da Midway, 'Rampage' (originalmente surgido nos árcades, nos anos 80), num filme com The Rock! Nosso camarada, Dwayne Johnsson, pelo visto, encara qualquer desafio. Eu curtia bastante o jogo na época, anos 90 (já em cartucho, no Nintendo 64), pq ele consistia em que nós, os jogadores, na pele de animais monstruosos e fora de si (gorila, lobo e lagarto gigantes) saísse por aí, detonando geral. Era bastante divertido fazer isso.


Como tirar um filme disso? A trama do game, tem uma base sci-fi: experimentos numa base espacial saem de controle, a estação se despedaça, e fragmentos dela (bem como do experimento) caem na Terra, em determinadas áreas dos Estados Unidos, e afetam animais da região. No filme, os destroç…

O SOM DO SILENCIO

Este blog nunca foi para ser só de cinema (e, nem é). Mas, de cultura em geral. E, até mesmo, de assuntos pessoais do escriba. Contudo, atualmente, tenho visto pouca coisa que valha a pena na musica e outros meios. Por isso, o foco mais em cinema e TV. E, um os filmes que estreia nesta quinta, no Brasil, é dirigido por um camarada que fez fama numa série de TV, John Krasinski. Ele foi o bacaninha Jim Halpert, na versão americana (e bem sucedida) da série inglesa 'The office'.


Kras, é o diretor do eficiente thriller de terror 'Um lugar silencioso/A quiet place', no qual mostra que tem talento para construir clima e contar uma boa história, enxuta (90 minutos, quase um milagre hoje em dia, com a maioria dos filmes durando sempre mais de duas horas) e sem apelações. No filme em questão, passado num futuro próximo, grande parte da população do planeta foi extinta por uma raça de seres (alienígenas?), que atacam rápido e sem piedade. O único modo de escapar deles é ficar…