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ESTADO DE EUPHORIA

Faz tempo que uma série de TV não causava tantas reclamações como ‘Euphoria’, da HBO. Logo em sua primeira semana (estreou em meados de junho), recebeu reclamações por ter muitas cenas de consumo de drogas e sexo. Na semana seguinte, a reclamação foi de que havia muita genitália masculina. Na semana passada, foi engraçado ver fãs do cantor inglês Harry Styles reclamando de uma brincadeira que fizeram com ele, envolvendo sexo gay. Apesar de parecer apelação barata, tudo isso estava dentro do contexto. E, desde já, ‘Euphoria’ é uma das melhores séries do ano.



O foco da série é uma adolescente chamada Rue (a excelente Zendaya, que faz a namorada de Peter Parker no novo filme do Homem-Aranha), viciada em drogas químicas desde cedo. Quase morreu de overdose. Tenta se curar, frequenta grupos de apoio, mas nunca consegue realmente se livrar do vício. Em torno dela, estão sua irmã, algumas (poucas) amigas e uma grande sensação de vazio. Que, só parece ser ocupada quando ela se droga.
Mas, longe…
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INJUSTIÇADOS PELO RACISMO

Uma das piores coisas do mundo é a injustiça, ser culpado por algo que você não fez. E, fica ainda pior, quando vem atrelada a preconceito. Foi o que aconteceu com cinco meninos do Harlem, Nova York, no final dos anos 1980, que foram presos, injustamente, por um crime que não cometeram. A história está contada na minissérie em quatro capítulos ‘Olhos que condenam’ (‘When they see us’), uma produção original Netflix, dirigida por Ava DuVernay (de 'Uma dobra no tempo').


Corria o verão de 1989, quando Manhattan estava um bocado agitada, não só pelo calor, como por vários eventos. Inclusive, uma série de crimes de estupro que vinham acontecendo pela ilha. A vítima de um destes crimes, foi Trisha Meili, que foi atacada enquanto fazia jogging, à noite, na parte norte do Central Park. Para dar uma resposta à opinião pública, uma promotora botou a culpa em cinco rapazes que estavam nas imediações, e os jogou na prisão sem maiores provas que os culpassem: não havia digitais, DNA, nada q…

ARANHA, EM TEIA BEM URDIDA, SALVA O VERÃO AMERICANO

Com a recente safra de filmes na linha blockbuster, no atual verão americano, não precisa ser genial para suplantar bombas homéricas e sem inspiração, como o novo 'Men in black: international' (de dar vergonha), o fim da saga X-Men com a timeline pós-primeira missão ('Dark Phoenix', não tão ruim, mas muito abaixo das expectativas, até pelos atores envolvidos e pelo material original), e mesmo a sequencia do Godzilla, que, apesar de trazer vários monstros bacanas em lutas inéditas nas telonas (pena que quase não dá para ver nada, CGI muito escuro, piora se for em 3D), nos faz ter saudades dos antigos filmes japoneses, com atores vestindo as fantasias de borracha dos monstros. E, nem vamos falar do rebooot de Hellboy, que chegou pouco antes e quase me fez sair da sala, de tão ruim. Nem preciso dizer que, todos estes, floparam fragorosamente nos EUA, e em grande parte do mundo.



  Por isso que, o terceiro filme da série 'Annabelle' ('De volta para casa')…

BOAS PROFECIAS. ALTAS RISADAS

A notícia mais ridícula - e engraçada -, no mundo do entretenimento, do mês, foi aquela que dizia assim: ‘grupos cristãos, nos Estados Unidos, fazem petição para que a Netflix tire ‘Good omens’ do ar’. No que a Netflix prontamente concordou (Ok, faremos isso imediatamente). Isto porque, a série é uma produção da concorrente Amazon. Esta, também respondeu, brincando: ‘Concordamos em cancelar ‘Good omens’ se a Netflix acabar com ‘Stranger things’.
 E, todos riram alto.



Pois é. A popularidade da Netflix, fez com que atribuíssem a este serviço de streaming a exibição da produção britânica, bancada pela Amazon, baseada em livro (aqui, ‘Belas maldições’), de Neil Gaiman e Terry Pratchett. No que alguém (na verdade, a revista satírica ‘Mad’) já batizou de ‘monostreamists’, aqueles que só conhecem (ou usam) um único serviço de streaming. Aliás, é por conta disso, que muita gente desconhece o conteúdo de outras partes, achando que tudo está no Netflix. Hulu, Amazon e outro serviços do tipo, aind…

PHOEBE WALLER-BRIDGE: QUE REVELAÇÃO!

Falamos muito de séries e programas e, por vezes, não damos o devido crédito aos seus criadores. Muitas vezes, é por falta de alguma coisa que chame a atenção mesmo. Nem sempre aparece alguém que se destaque na multidão, como o Ricky Gervais (‘The office’, ‘Extras’, atualmente com ‘Afterlife’, na Netflix) ou Lena Dunham (‘Girls’, do HBO).

Mas, quando aparece, merece todos os créditos e divulgação. Como é o caso da inglesa Phoebe (Mary) Waller-Bridge, 33. Seu nome, me chamou a atenção, a princípio, enquanto assistia a primeira temporada de ‘Killing Eve’ (da BBC America, aqui via GloboPlay). Pensava: ‘Quem é a roteirista dessa maravilha?’. Apesar de ‘Killing Eve’ ser adaptada de uma série de livros chamada ‘Villanelle’, de Luke Jennings, Phoebe deu um molho todo especial à trama de espionagem, com um lado psicosexual forte e bem-humorado, que logo prende o espectador. O resultado: BAFTA para Phoebe, Jodie Comer (que faz Villanelle, leia post anterior neste blog) e para a série.

  Contud…

BIG TREP: 30 ANOS SEM TIRAR

Outro documentário musical muito bacana, que está na programação do in-Edit Brasil 2019, é '30 anos de anonimato', de Felipe David Rodrigues. Ele conta a trajetória da improvável banda de psychobilly carioca A Grande Trepada (que, por um tempo, teve de usar o nome Big Trep, para não chocar), que, surgida nos anos 80, continua até hoje na ativa. Mas, mais do que contar a saga da Big Trep, o doc serve também (sobretudo na primeira hora) para mostrar como era a cena alternativa rock no Rio De Janeiro, principalmente. Cenas, áudios e depoimentos de gente que testemunhou e viveu a época, soam como memórias preciosas, de um país que não dá muita bola para a sua história. Sobretudo de coisas menos 'comerciais'.  Não perca.  

(abaixo, trechos do release enviado pelo diretor)

A banda AGrandeTrepada, ou para os castos Bigtrep (intraduzível), iniciou suas atividades no Rio de Janeiro em 1986. Pioneiros do gênero psychobilly – estilo que mistura o rock clássico dos anos 50 com o p…

DECK: 20 ANOS A SERVIÇO DA MÚSICA

A Deck é a única gravadora em atividade no Brasil (é local, não multinacional) que ainda lança produtos em todas as mídias: CD, DVD, LP (vinil) e, agora também fitas cassete (!). Parece coisa de louco. Mas, eles não apenas reativaram a última fábrica de vinil que existia no Brasil (em Belford Roxo, na Baixada Fluminense/RJ), depois de dois anos de muito trabalho, como trouxeram de volta as infames fitinhas, que enrolam e partem. Mas, pelo lado do ritual, é tão bacana abrir a embalagem delas (ao estilo maço de cigarros, puxando a fitinha vermelha) que dá vontade de ter apenas pelo fetiche. Como tem gente que, mesmo sem toca-discos em casa, compra vinil pela beleza da capa e importância do disco. Aliás, a Deck lança títulos em vinil, de 180g, sobretudo clássicos que estavam fora de catálogo, como a decana banda de rock Casa das Máquinas, ou a coleção dos Mutantes, por exemplo.


E, para comemorar seus 20 anos, a Deck é o personagem principal do documentário "Tudo pela Música", di…