
Existem diretores que filmam o que o estúdio e produtor quiser, apenas um pau mandado, que sabe organizar as coisas e seguir o orçamento. Outros, que se valem de um bom roteiro e dos atores para dizer alguma coisa. E outros ainda que são gênios, autores, verdadeiros cineastas que perseguem o seu sonho (como Ed Wood fazia de forma torta). Neste último time estão uns poucos como Kubrick, Billy Wilder, Hitchcock e, mais recentemente, P.T. Anderson, o geniozinho da nova geração. Foi Anderson quem estreou com um de meus filmes favoritos de todos os tempos, o sensacional "Boogie nights" (baseado em um curta seu chamado "The Dirk Diggler Story"), depois emendou com o não menos incrível "Magnolia" (que acabei de rever) e, recentemente, nos deu o ótimo "There will be blood" (que conta uma saga de um cara que se fez só pra dar uma mensagem no final que tem absolutamemnte tudo a ver com o nome do filme em inglês e dá uma boa sacaneada na religião), todos filmes longos e carregados de tipos inesquecíveis. Nesse meio tempo, tbm nos deu a comédia "Punch, drunk, love", com Adam Sandler, que é legal, mas não chega perto de sua trilogia que estuda os tipos humanos, meio de uma forma como fazia Robert Altman, cruzando vários personagens numa mesma situação ou lugar. Poizé, Paul Thomas Anderson está no rol dos que realmente fazem e amam cinema. Por isso presto esta homenagem ao camarada...
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