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ELE VOLTOU. E EM BOA FORMA!


Desde que James Cameron surpreendeu o mundo com o primeiro ‘O exterminador do futuro’ (‘the terminator’, 1981), um incrível e inovador sci-fi, que transformou Arnold Schwarzenegger numa estrela de ação (embora ele já tivesse feito o primeiro 'Conan', foi aí que deslanchou), já se vão 38 anos (!). Desde então, nenhuma outra sequência, exceto a segunda, ‘O exterminador do futuro 2: o julgamento final’ (‘terminator 2: judgement day’, 1991), que foi uma especie de versão encorpada do primeiro, com efeitos especiais de ponta (o original, era um filme B), disse a que veio - embora 'O exterminador do futuro 3: a rebelião das máquinas' ('terminator 3: rise of the machines', 2003), seja ok. As duas últimas,  ‘terminator salvation’ (2009) e ‘terminator genisys’ (2015) são horríveis. Esta última, é para se exterminar.




  Por isso, tinha zero expectativa para ‘o exterminador do futuro: destino sombrio’ (‘terminator: dark fate’), o sexto filme da série, que estreia mundialmente na semana que vem. Porque, nenhuma das sequencias (exceto T2), nunca repetiu o mesmo sucesso de publico e critica do primeiro, daí os longos hiatos entre eles. Este novo, apesar do trailer clichê, acenava com a volta de Linda Hamilton, a Sarah Connor (ou 'sara cóna, como diz o T-800) original. E, mais uma vez, arnold schwarzenegger (que imortalizou a famosa frase de efeito ser ‘i´ll be back’ (eu voltarei).




   O resultado? ‘dark fate’ é o melhor terminator movie desde a primeira continuação, T2. Além de ter James Cameron como um dos roteiristas (David S. Goyer, que escreveu os Batman do Christopher Nolan, é outro deles, num total de cinco escribas!), o diretor Tim Miller (do primeiro ‘Deadpool’) soube revisitar aquele universo, adicionando novos elementos, e fazendo sentido. Afinal, mexer em multiversos (os futuros daquela realidade sempre são alterados quando chega um novo Terminator) é complicado. Por isso, o filme é diretamente ligado aos dois primeiros. Mas...




    Agora, uma visivelmente envelhecida e grisalha - mas ainda malhada - Sarah Connor, encontra Grace (Mackenzie Davis), uma jovem guerreira do futuro (que teve o seu corpo todo modificado tecnologicamente, mas, ainda é humana). E, juntas, combatem um novo modelo de Terminator, o Rev-9 (Gabriel Luna, que vem com shape latino, porque o filme começa na Cidade do México) que veio, mais uma vez, aniquilar uma ameaça para o levante das máquinas no futuro. Desta vez, uma jovem mexicana, Dani (Natalia Reyes), uma espécie de versão revisitada de Sarah Connor do primeiro filme.




   O filme tem cenas de ação eficientes. Mas, nenhuma tão marcante quanto as de T2, que continua imbatível no inovador aspecto técnico (lembram do T-1000 de metal líquido?) e de ação. As habilidades foram renovadas (o exoesqueleto do novo Terminator se separa do corpo, o que é engenhoso e dobra a ameaça) e, a aparentemente frágil Mackenzie Davis (vista em 'black mirror', no bacaninha episódio ‘São Junípero’), convence como Grace, que equilibra bem o lado humano com o de uma guerreira, lembrando momentos da se´rei de TV 'Sarah Connor chronicles' (feita por Lena Headey, de GoT)).




    E, apesar de ter feito ‘Deadpool’, e ser um filme R (impróprio para menores. algumas cenas são bem violentas e explícitas), o diretor evita piadinhas gratuitas (sem, contudo, evitar algumas referencias clássicas aos originais, piscando para os fãs) e baixarias. Alem disso, o roteiro (com tanta gente envolvida nele) nos dá respostas para todas as nossas perguntas, que vão brotando durante as cenas, sem forçar barra ou inventar deus ex-maquinas gratuitos. Quem gosta da série e sempre ficou decepcionado com os filmes intermediários, não terá do que reclamar deste novo capítulo. Vai até se emocionar com Arnoldão, cada vez que toca o tema original.

*parece que, este será hasta la vista, baby, mesmo...

RUGIDO: METÁLICO 

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