NA COVA DO LEÃO

Tuesday, May 08, 2012

ZIGGY PLAYS... DECKS!!!


Muita gente se espanta quando descobre que eu tbm sou dj. E ha mais de 20 anos! O que não os deixa saber é que, nesta carreira paralela, eu atuava usando pseudonimos (tony the tiger, ziggy), para nao misturar canais. O DJ não tinha nada a ver com o jornalista. Mas, o começo de tudo, vem lá atrás, ainda moleque, quando eu geralmente era o dj de improviso das festinhas, pq achava um saco esperar uma musica acabar e começar outra. No principio, passava do vinil para o cassete (e v-v), nos antigos 3x1, depois passei a usar fitas montadas, com trechos editados na base da fita splice (estas, eu usava para sonorizar campeonatos de skate antes do cd), ate chegar aos toca discos profissionais, em casas como as extintas crepusculo de cubatão e dr smith (rj), aí ja ganhando algum pelo trabalho. No cubatão, comecei por acaso, cobrindo o viajante ze roberto mahr, qndo este nao podia, junto com o luis carlos franco (que nao seguiu carreira). Fiz o mesmo tbm na metropolis, junto com dudu menna barreto. depois, ganhei noite fixa no cubatao (como tony the tiger, alcunha dada pelo philippe seabra, da plabe), junto com paulinho the hunter, a quem batizei de paulo futura, baseado no cabaré futura e num projeto nosso (com hermano vianna), que nao rolou. nestas noites (que variavam entre goth rock e acid house), tbm toquei com outro iniciante, que depois ficou famoso, o dj felipe venancio.

Mas só nos 90s é que a coisa se tornou profissional e dedicada. Aí, entra em cena ziggy (homenagem ao et de bowie), que tem esse nome pq, a principio, tocava um tipo de eletronica 'espacial', uma coisa nova lá da primeira metade dos 90s. era o som trance do inicio, antes de o termo virar sinonimo de farofa, que contava tanto com tunes de moby quanto de the orb. era uma musica muito viajandona e instrumental. quando os chemical brothers apareceram, o som acelerou e, dai em diante (meados dos 90s), criei o site/festa electric head, que começou itinerante em 1995, ate pousar na sala 2 da bunker, em 97, onde ficou até o fechamento da casa, em 2005 (toda sexta). esta fase foi a mais prolifica, com gigs toda sexta na bunker e sábados em raves (que ainda nao eram redutos de playbas), aqui ou em outros estados, como sp, mg e rs. Como ziggy, as vzs faturava mais do que no jornal (mas metade da grana era reinvestida em discos vinil importados) e cheguei a ter musicas incluidas em tres coletaneas diferentes: uma da utter records (feita com leoni, como prisoners), num cd do rock in rio de 2001 (já como dj ziggy) e numa do site bitsmag (esta ultima circulou ate no japao), alem de a galera do b.u.m. ter feito remix para a track 'fall out' e a incluido num cd deles, underground collective.

 Ao contrario dos demais djs, nunca me especializei só num tipo de som. eu simplesmente ia evoluindo junto com a eletronica corrente: trance, big beat, techno, electro e variantes, nunca gostei de gueto, nem de repetição. tem djs que tocam o mesmo som do começo ao fim, por anos a fio. me dá tédio. nas raves, com mais gente, é que caia mais para um tipo de trance (o progressivo), por causa do público. já abri ate pros aliens do sun project. mas nao tocava psy, e sim uma seleção da belga bonzai records, que me mandava discos semanalmente para testar, a maioria sem nome, pq o dono do selo era o yves deruyter (dos space hit 'calling earth', que é fodástica), a quem conheci pessoalmente. Falando em conhecer, lá no começo da internet, segunda metade dos 90s, varios djs gringos vieram tocar na electric head por causa do site: da dupla israelense analog pussy, passando por djs do canadá, nova york, finlandia, londres, e até o pacou da tresor. eu descolava o cache e/ou lugar pra ficar e eles vinham. Foi tbm na e-head que tocaram, pela primeira vez, as djs locais K-milla (hj morando na Holanda) e rave girl (agora estilista), além de amigos como alexey, jay b, roger lyra e tantos mais...

Com o fim da bunker, passei a tocar eventualmente em casas como fosfobox (eletronico em geral), dama de ferro (electro) e matriz (crossover rock/eletronica, estilo dfa). mas, atualmente, com as poucas casas que restaram no rio, dominadas por grupos, onde só rolam festas e djs que fazem parte de uma mesma panela/produtora, fui tirado do circuito. tbm nunca quis fazer parte de agencias (embora ja tenha sido convidado por duas). fui dj como fui skatista: for fun. no momento em que a coisa fica seria demais, vira 'trabalho', salto fora. mas meus decks estao montados em casa e meus discos preferidos (a maioria em vinil) continuam lá, a postos. E estou aqui contando a história, pq senao, ninguém vai ficar sabendo disso -- sempre rolou preconceito pq eu era do rio fanzine/globo, e mesmo livros escritos por coleguinhas sobre djs nesse meio tempo sequer citam ziggy ou a e-head. por outro lado, existiram aqueles q chamavam pra tocar achando q isso garantia nota na coluna (nao garantia). para todos estes, UM SONORO bip!


*fotos de dani bever

3 comments:

Fräulein said...

Quando eu comecei a frequentar a bunker eu já sabia que ziggy era tom (que vc era vc...)rs. nem lembro como soube, mas achava estranho como muita gente que frequentava a e-head não sabia quem era um dos caras do rio fanzine, que acompanhei dos 13 anos até o fim. E lembro que antes de saber quem estava por trás do rio fanzine, ficava imaginando como era, ouvia a voz em algum programa de radio, e dava maior emoção (coisa q só entende quem ouviu rádio para conhecer música) e aí, um dia eu dei de cara com o meu ídolo e me apresentei, isso é muito legal.rs

Frequentando a E-Head saí em foto algumas vezes no rio show ou rio fanzine, de costas, sempre de costas, aí os amigos me ligavam, eee te vi no jornal, lá na bunker e tal.

Ia gostar bastante te ver discotecando ainda, mas entendo toda essa parada aí, e sei de gente que era cheio de cri cri por vc ser quem é.

ah vai, comentário enorme, declaração de admiração, só isso.

Alexandre Mandarino said...

Texto muito bem mandado! O Rio virou uma panela meio pop meio neo-hippie.
Mas quem sabe das coisas sempre vai reconhecer a importância dos seus sets e, claro, da coluna.
A noite da cidade ficou chata. Metade quer ser fotografado pra aparecer em sites (?) e a outra quer fingir que é DJ tendo ouvido apenas meia dúzia de discos dos Beatles.

Blogger said...

Play Audio: Sprinter - True Lya Lya

NA CIDADE

JANEIRO TEM DUAS FACES:

CASAS & SHOWS: Circo Voador 19 - Samba Rap Festival: Elza Soares / Karol Conka 20 - Samba Rap Festival: Emicida / Jongo da Serrinha / Bateria da Império Serrano 25 - Phoenix (FRA) 26 - Vanessa da Mata / Fióti / DJ Incidental 27 - Barão Vermelho

Fundição Progresso 19 - BaianaSystem 20 - Tim Music no Samba: Xande de Pilares & Mumuzinho - Participação: Bateria do Salgueiro 26 – Johnny Hooker / Letrux 27 - Nando Reis

Teatro Odisseia 21 - Radnor With Lee (EUA) 28 - Demon Hunter (EUA) / Pantokrator (SUE)

Teatro Riachuelo 16 - Leila Pinheiro: Voz & Piano 23 - Ed Motta: Baile do Flashback 30 - Laila Garin & A Roda

Teatro Rival 20 - João Bosco: Voz & Violão 25 - Angela Ro Ro 26 - Bloco Sargento Pimenta 27 - Geraldo Azevedo: Voz & Violão

Audio Rebel 16 - Adaury Mothé Trio 17 - Rafael Rocha Quinteto 28 - N.D.R. / Triunfe / Dissonância 29 - Ana Baird & Camila Costa: Perigosas

Espaço Sérgio Porto 18 - Sinara 25 - Karine Carvalho: Galega Hits

Sala Baden Powell 19 - Sempre Livre / Sylvinho Blau Blau / Dr. Silvana & Cia. 20 – Nelson Sargento 21 – Banda do Síndico 24 - João Donato - Participação: Carlos Lyra & Roberto Menescal & Marcos Valle 25 - Mario Adnet: Jobim Jazz 26 – Marcos Ariel 27 – Cris Delanno 28 - Azymuth

Beco das Garrafas 17 - André Gonçalves 18 - Lu Oliveira 19 - Georgiana de Moraes & Fernanda Cunha & Camilla Dias: Homenagem a Vinicius de Moraes (20h) 19 - Joyce Cândido: Homenagem a Elis Regina (22h30) 20 - Hélio Delmiro (21h) 20 - Maíra Freitas & Taís Feijão (22h30) 21 - Dóris Monteiro 24 - Rosana Sabença 25 - Conexão Rio: Homenagem a Tom Jobim 26 - Amanda Bravo: Homenagem a Durval Ferreira - Participação: Paulinho Trompete, Mauricio Einhorn, Rosana Sabença, Billy Blanco Jr., Thaís Fraga 27 - Hector Costita & Joseval Paes 31 - Maria Luiza

Casa de Cultura Laura Alvim 16 - Dani Black 21 – Pedro Mann 23 - Davi Moraes 28 – Qinho Canta Marina Lima 30 - Matheus VK

Teatro Café Pequeno 18 – Verônica Sabino 25 – Elisa Queirós

Blue Note Rio 16 - Big Gilson 17 - Roberto Menescal 18 - Gabriel Moura 19 - Daniel Jobim & Daniel Boaventura: Homenagem a Tom Jobim & Frank Sinatra 20 - MPB-4 23 - Escalandrum (ARG) 24 - Mayer Hawthorne (EUA) 25 - Wanda Sá & Gilson Peranzzetta & Mauro Senise: Homenagem a Tom Jobim & Vinicius de Moraes

KM de Vantagens Hall 19 – Molejo & É O Tchan – Participação: Ludmilla 20 - Ney Matogrosso: Atento aos Sinais

Imperator 23 - Jazz Pras Sete: Chico Costa & Quarteto Artilheiro 24 - Quartas Brasileiras: Cordão da Bola Preta 27 - Forró Lánalaje: Marcelo Mimoso Trio / DJ Edna Carvalho 28 - Bloco Pipoca & Guaraná 31 - Toquinho: Voz & Violão - Participação: Camilla Faustino

Centro de Referência da Música (Tijuca) 17 - Ellen de Lima & Reginaldo Bessa: Homenagem a Lamartine Babo 18 - Rosa Marya Colin - Participação: Jefferson Gonçalves 19 - André Gabeh 17 - Eduardo Dussek 24 - Quinteto em Tom Maior 25 - Rosane Corrêa: Homenagem a Ella Fitzgerald 26 - Daíra: Homenagem a Belchior 31 - Ana Egito

Baile do Digitaldubs - HUB (Santo Cristo) 21 - Cedric "The Congos" Myton (JAM) 28 - Mad Professor & Aisha

Música no Deck - Barraca do Pepê (Barra da Tijuca) 20 – Filipe Ret 21 – Kell Smith 27 – Um 44k 28 – Luiza Possi Barra Blues Festival 26 - Sergio Diab Stratoman / Projeto Soul Jazz / Ana Egito / Alamo Leal Blues Groover’s / Corcel Mágico 27 - RJ Café / UniJazz Brasil / The Blue Fever / Sergio Rocha / Serra Blues Trio 28 - André Barroso / WestSide Blues / State of Blues / Victor Biglione Festival Downtown Sunset - Shopping Downtown (Barra da Tijuca) 20 – Gabriel O Pensador 27 – Biquini Cavadão

Rio Rock & Blues - Rock Experience (Lapa) 19 - Titanossauros / Conexão Japeri 20 - Love & The Lovers / The Loreleis 26 - The Smiths Cover 27 - Pedro Santana Trio / Elemento Surpresa / A Bolha Revisited

Circuito SESI 24 - Centro: Fhernanda Fernandes - Participação: Nana Kozak, Sandra Duailibe, Clarisse Grova, Ninah Joh, Andréa França

MIXXX: 17 – Matheus VK – Teto Solar / Botafogo 19 - Maratona Black - Baile Charme – Gafieira Elite / Centro 19 - O Rappa: Tour de Despedida – Quadra da Mocidade / Padre Miguel 20 - Festival Rock in Brisa 4: 90 Contos / Cosmobox – Espaço Tequila´s / Guaratiba 20 - Playmobille / Tem Amor – La Esquina / Lapa 20 - Indivíduo K / Cândido / Banheiro Azul – O Pecado Mora ao Lado / Praça da Bandeira 21 - Aniversário de 57 Anos do Cacique de Ramos 21 - Festival Lona Rock Sunday: Memora / The Outs / Corcel Mágico – Lona Terra / Guadalupe 21 - Lu Oliveira – Praia de Conceição de Jacareí / Mangaratiba 26 - Laurent Garnier (FRA) 26 - Bloco do S Convida KL Jay – Fosfobox / Copacabana 27 - Slide / Sollarium / Fresno / Glória / Strike - Clube Tamoio / São Gonçalo 27 – Matanza – Arena Fernando Torres / Parque de Madureira 27 - Visibilidade Transvestigenere - Beco Encantado: Mulher Pepita & MC Xuxu – Beco do Rato / Lapa 28 - Festa Divina Circus: IZA – Clube 4 Linhas / Bento Ribeiro 28 - Bloco Eficiente: Inclusão Se Faz Com Várias Mãos – Praça Paris / Glória 28 - Facing Fear / Stuff / Cidade Nua – Rock´N Beer Pub / São Gonçalo

exposição de fotografias de Raymond Depardon, “Un moment si doux”. Depois de passar por Paris e Buenos Aires, o CCBB Rio recebe as 170 fotografias de diferentes cores e formatos tiradas na Europa, África e América Latina, incluindo o Brasil. Ate 22 de janeiro. qua-seg 9am-21pm. Grátis.

FESTIVAL DE CULTURA DIGITAL: De 18 a 20 de janeiro, quinta a sábado, acontece no CCBB RJ DIGI – Festival de cultura digital, uma mega programação que inclui imersão, reflexão e diversão. Tem até shows geek. quinta, 19 de janeiro, às 21h, apresentação da orquestra Ritornello de Jedi, com repertório de trilhas musicais de videogames, séries e desenhos, com cordas e vozes, e arranjos exclusivos. O objetivo é dar acesso à formação clássica com temas musicais do cotidiano. sexta, 20 janeiro, às 21h, é a vez de The Screeners, banda que faz releituras rock ’n’ roll de trilhas sonoras clássicas do cinema, de videogames, séries de TV, desenhos animados. É tudo grátis, das 9 às 21h.

MOSTRA NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO EXIBE O CINEMA DE HAL HARTLEY Programação reúne todos os 14 longas do diretor americano, além de debate, sessões comentadas e um curso de roteiro cinematográfico de 23 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018 (terça a domingo)

O Ministério da Cultura, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro apresentam a 14ª Mostra Melhores Filmes do Ano Além das exibições dos filmes, a mostra traz homenagens e catálogo especial com textos sobre os filmes e as iniciativas cinematográficas que fizeram a diferença em 2017 De 24 de janeiro a 1 de fevereiro
PROG IN BRASIL: Carl Palmer, Premiata Forneria Marconi, estarão no Brasil em 2018, se apresentando nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, como parte da Top Cat Concert Series 2018. Os italianos do Premiata Forneria Marconi CHEGAM EM ABRIL. O grupo de rock progressivo, formado em 1971, vem lançar seu novo álbum 'Emotional tattoos', e também vai tocar seus clássicos. Maio vai trazer o baterista do Emerson, Lake & Palmer e também do Asia, Carl Palmer, com seu tributo ao ELP.Show promete surpresas com algumas participações especiais de peso.

No dia 24/jan, começa no CCBB SP a mostra Sonora: Ennio Morricone, que homanageia o maestro no ano que completa 90 anos. Ao todo, serão exibidos 22 filmes que têm a marca musical do maestro.

Nico Rezende fará show em homenagem a Chet Baker dia 26/01 no Blue Note. Aliás, esse ano completa 30 anos da morte do Chet!!! 2018 marca o trigésimo aniversário da morte de Chet Baker. Nico Rezende presta homenagem ao trompetista no palco do Blue Note Rio, no dia 26 de janeiro (sexta), para apresentar alguns clássicos imortalizados por Baker. Estão no programa canções como ‘Time after time’, My funny valentine’ e ‘There will never be another you’.

RU PAUL´S DRAG RACE TOUR: Em 2018, as drag queens de RuPaul's Drag Race vão levar a turnê oficial do reality-show, WERQ THE WORLD TOUR, para a terra do “Come to Brazil”! Michelle Visage vai comandar a apresentação no Brasil e todos os shows contarão com performances ao vivo de algumas das drag queens mais inesquecíveis de RuPaul's Drag Race, entre elas, as recém-divulgadas participantes da terceira temporada de All Stars, Shangela e Kennedy Davenport. Outras fan favorites devem marcar presença, como Detox, Kim Chi, Violet Chachki, Valentina e Peppermint. Ainda haverá um pré-show com DJ set e performance de Lady Bunny, a drag queen que é uma lenda da cena noturna de Nova York. 23/FEV TEATRO BRADESCO/RJ

(colaborou @DonnieDarko73);

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