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KYLIE, A DEUSA DO AMOR



Um de meus prazeres culpados na música é a rainha australiana do pop dance Kylie Minogue, que, de uns tempos pra cá, assina apenas Kylie. Até pq, tenho uma certa ligação afetiva com ela. No começo dos 90s, por um mero acaso, acabei fazendo uma versão para seu hit "I should be so lucky", pq o produtor da cantora Simony na época, era amigo meu, e queria fazer desta a sua música de trabalho. E eu fiz. E a música foi. E deu pra ganhar uns caraminguás na época.



Kylie sempre teve minha simpatia pq NUNCA qui ser uma cópia européia (é radicada na Inglaterra) de Madonna, como Lady Gagas e quetais. Por isso, jamais estourou na América pra valer, apenas teve um gostinho disso quando seu smash hit "Cant get you out of my head" aconteceu na década passada. Seu som nao copia o r&b negro, bebe na fonte da euro disco e do dance electro. E ela lança álbuns ineditos regularmente. O mais recente, "Aphrodite", inspirou o show, que será exibido apenas nesta sexta e sábado em alguns cinemas do país, em 3D.



Conferi e cabine esta semana. E só posso dizer que, excessos à parte (e com uma boa dose de camp, que agrada a sua plateia gay), Kylie não tem medo de ser cafona ou brega -- Madonna nao faria o q elfaz pq se acha cool demais --, e fez um show todo baseado na mitologia greco-romana, com direito a um final apoteótico que inclui águas dançantes, como nada que voce tenha visto ate hoje num palco. O show foi gravado em abril na London O2 Arena e é daqueles que nao pode ser apresentado em qq lugar, pois exige uma infra absurda E o 3D no cinema justifica-se pq eles usam projeções holográficas em parte do espetáculo, que faz com que bailarinos fantasmas flutuem no ar. Kylie chega a voar nas costas de um anjo negro! E, claro, faz a famosa cena do nascimento de Venus, como pintada por Da Vinci. Veja o finale abaixo:







*vale lembrar que Kylie sobreviveu a um agressivo cancer de mama que a fez cancelar a turne anterior e este é o seu grande comeback



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