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ARANHA, EM TEIA BEM URDIDA, SALVA O VERÃO AMERICANO


  Com a recente safra de filmes na linha blockbuster, no atual verão americano, não precisa ser genial para suplantar bombas homéricas e sem inspiração, como o novo 'Men in black: international' (de dar vergonha), o fim da saga X-Men com a timeline pós-primeira missão ('Dark Phoenix', não tão ruim, mas muito abaixo das expectativas, até pelos atores envolvidos e pelo material original), e mesmo a sequencia do Godzilla, que, apesar de trazer vários monstros bacanas em lutas inéditas nas telonas (pena que quase não dá para ver nada, CGI muito escuro, piora se for em 3D), nos faz ter saudades dos antigos filmes japoneses, com atores vestindo as fantasias de borracha dos monstros. E, nem vamos falar do rebooot de Hellboy, que chegou pouco antes e quase me fez sair da sala, de tão ruim. Nem preciso dizer que, todos estes, floparam fragorosamente nos EUA, e em grande parte do mundo.



  Por isso que, o terceiro filme da série 'Annabelle' ('De volta para casa'), por exemplo, que está inserido dentro do universo 'The conjuring/invocação do mal' (com o casal paranormal Warren e seu museu de objetos amaldiçoados, adoro os personagens e os atores que os fazem) soa até bacana, no meio disso tudo. É bem 'assistível', tem lá sua cota de bons sustos e, é melhor do que os dois que vieram antes com a boneca assombrada. Não é uma obra-prima do terror, mas dá conta do recado. E a leva, enfim, para a casa dos Warren, cheia de coisinhas interessantes hehe. O mesmo ocorre com 'John Wick: capítulo 3: parabellum'. Um filme tão absurdamente absurdo (e que não se leva a sério), com coreografias de lutas de tirar o fôlego -- e Keanu Reeves em seu melhor, em muito tempo. Esta terceira aventura do camarada é apenas um filme de passagem e nada realmente acontece. A não ser lutas geniais e a volta de Marc Dacascos (ferrabrás dos filmes de kickboxing dos anos 80/90), como um dos vilões. É para ver e rever, até pela sensacional cena com os cães de Halle Berry hahaha!



  Com tudo isso, o novo filme da nova fase do Homem-Aranha, ('Longe de casa') vai ganhar de lavada dos citados no primeiro parágrafo: é divertido (tem partes bem engraçadas), bem azeitado, está muito bem inserido dentro do MCU e da linha dos Avengers (é, claramente o filme que fecha uma fase e entrega outra, a dos heróis cósmicos), tem romance, um bom vilão (enfim, o Mysterio, da primeira fase dos quadrinhos, feito por Jake Gylenhaall) e cenas de ação satisfatórias. E está bem acima daqueles dois filmes do Marc Webb (precisamos apaga-los da mente) e só perde mesmo para a recente animação, o 'aranhaverso' e para os dois primeiros do sam raimi. Só vai irritar mesmo os fãs mais radicais do aracnídeo, porque mexe um bocado no universo do herói. Mas, que se danem. Este Aranha diz claramente que: é um novo capítulo, para outros tempos, outras gerações. Aceitem. Eu, aceitei.



  Na nova aventura, rola uma eurotrip com Peter e seus amigos de escola (daí o título original). Desta vez, o nosso amigo do bairro está bem longe de casa, o Queens, em Nova York. Seu passeio de verão inclui Veneza, Praga (parece, a cidade do momento, está também em 'Anima', o curta do PTA) e Londres, com rápidas passagens por Berlim e algum lugar da Holanda (estas, nitidamente, filmadas em outras partes). As locações são boas e bem aproveitadas, embora tudo ali pudesse ter acontecido mesmo no Queens e arredores de NYC. A trama se desenrola com bom humor juvenil, não temos Vingadores em cena por motivos contratuais (o Aranha é da Sony, Avengers é Disney), mas Happy Hogan e Nick Fury estão lá. E, Peter/Aranha recebe um presente/herança muito bacana de Tony Stark, o homem de ferro. Aliás, se você não viu 'Avengers: endgame', ficará sabendo, logo na abertura, quais foram os heróis que pereceram naquele. E, a ceninha final, já leva para uma nova fase.



  Assim, este, até agora, foi o filme mais satisfatório na categoria 'blockbuster de verão' que vi nos ultimas semanas. Não irritou e deu até vontade de rever. No que pese o spidey ter sido o primeiro quadrinho de herói que li na vida, lá pelos meus 8 anos. Fico no aguardo de, um dia, a Disney (que comprou a Fox) nos dar o filme com o Quarteto Fantástico que estes merecem (com direito a crossover com o Aranha). Até a próxima fase da Marvel, este é a melhor coisa que temos à disposição. O que, numa temporada de filmes tão meia-boca (cada um pior do que o outro), não é pouco.


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