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LARA CROFT: FILHINHA DO PAPAI


  Estreia esta semana, em grande parte do planeta, o reboot de 'Tomb raider', filme baseado em famoso videogame, lançado em 1996, para PlayStation, que, logo se transformou numa febre mundial. E, transformou sua heroína/protagonista, Lara Croft, numa pinup dos novos tempos (na época, a bonequinha digital ganhou mais capas de revistas do que muitas modelos famosas de carne e osso). Lara, por sua vez, era uma espécie de versão teen/feminina de Indiana Jones, e vivia situações parecidas com as do personagem do jogo 'Pitfall' (Atari), só que com muito mais qualidade gráfica e desafios.


Nem é a primeira vez de Lara Croft na tela grande. No começo dos anos 2000, ela foi encarnada por Angelina Jolie, em dois filmes (um 'marromeno'; outro, bem fraco), que fizeram boa grana nas bilheterias (mas, não o bastante para fechar uma trilogia, já que o segundo, meio que decepcionou). Eram super produções da Paramount. Neles, Lara era uma mulher mais sofisticada (já que herdeira inglesa de grande fortuna). No novo filme -- agora interpretada por Alicia Vikander -- ela ainda é herdeira do império Croft. Mas, prefere viver a margem da riqueza, lutando por seu próprio dinheiro, como entregadora de comida, num subúrbio de Londres. O motivo: ficou traumatizada com a morte/sumiço do pai, com o qual tinha forte ligação afetiva. Ela era, literalmente, a queridinha do papai. E isso, o filme faz questão de lembrar, o tempo todo. Lord Croft amava seu 'brotinho'.


Assim, depois que vemos Lara nesta situação de pindaíba, acompanhamos sua empreitada em busca do pai, depois que ela encontra uma pista de que ele pode estar vivo, perdido numa ilha misteriosa. Foi o próprio pai quem deu a dica, através de palavras cifradas e quebra-cabeças, que Lara desvenda. Assim, descobre escritos/documentos, que indicam onde ele pode estar. A partir daí, acompanhamos sua jornada até essa ilha misteriosa, onde está a tumba de antiga feiticeira, que pode liberar um mal incontrolável no planeta. É algo sobrenatural, ma non troppo. Não espere muita coisa do roteiro (que, é baseado num game reboot, lançado em 2013). Afinal, roteiros de videogames, geralmente, não são muito complexos ou elaborados. Ou, tira a graça. A ação é o que importa.


Como filme de ação, 'Tomb raider' é bem OK (graças, sobretudo, aos esforços físicos de Vikander). Mais violento até do que esperamos, em certas cenas. A Lara Croft de Vikander é mais próxima da boneca digital, é mais ativa do que a versão de Jolie. E, como aconteceu em seu reboot nos games recentes, agora, mais mulher do que adolescente. Determinadas cenas/sequencias (muito boas), são representações perfeitas de situações de videogames. Ela geme e sofre bastante, como a personagem digital (e, depois, sai andando, como se nada tivesse acontecido). Contudo, embora seja bem mais satisfatório como filme de ação e aventuras, do que os dois anteriores (não há brechas para humor, como acontecia nos filmes de Indiana Jones, por exemplo), este carece de um roteiro mais bem amarrado. E, os atores (fora Alicia), não parecem muito engajados nos papéis.

  Como começo de uma nova série, é ok. Prefira ver sem 3D. Esperamos por aventuras com roteiros mais bem executados do que este, a cargo do diretor norueguês Roar Uthang.

rugido: médio

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