Pular para o conteúdo principal

O BEIJO GREGO DO THE XX



Antes de tudo, preciso falar sobre o lugar do Show. O Greek Theatre fica dentro do campus da universidade de Berkeley, no meio de um parque cercado por arvores e gramados. O anfiteatro a céu aberto, com capacidade para 8500 pessoas, permite uma boa visão do palco por todos os lados. Um dos melhores lugares onde se pode assistir um show na vida.

Estava um dia quente e lindo, chegamos as 19h e assistimos ao por do sol dali mesmo. A banda de abertura, Hundred Waters, começou a tocar as 20h. Essa bada americana formada em 2011 tem um estilo chamado de Art Music que mistura indie, folk e eletrônico. Tem uma coisa meio Bjork meio Sinead O'Connor na voz da vocalista Nicole Miglis. Não fiquei encantada com eles mas foi bom pra conhecer.

Quando escureceu, as 21h20, e o Greek Theater já estava lotado, The xx finalmente entrou no palco. Oliver Sim e Romy Madley-Croft começaram o show tocando "Try". Algumas faixas originalmente mais lentas ganharam batidas eletrônicas, o que funcionou muito bem e animou bastante a plateia, dando ao show ares de balada.

Fiquei surpresa de como a mulherada enlouquece com o Oliver, era só ele chegar mais perto do público que se ouvia gritos de emoção da plateia feminina ecoando pela arena. Em dois momentos ele agradeceu a platéia, falando que esse era o maior show (solo) deles nos Estados Unidos e que era uma noite que eles nunca esqueceriam.
Pelo fato de terem ainda pouco material, pude ouvir todas as músicas que esperava eles tocarem. Posso dizer que eles fizeram um show redondo, e atingiram minha alta expectativa.
 
Set list:
Try (Coexist)
Heart skipped a beat (xx)
Crystalised (xx)
Reunion (Coexist)
Sunset (Coexist)
Missing (Coexist)
Fiction (Coexist)
Night Time (xx)
Shelter (xx)
VCR (xx)
Islands (xx)
Chained (Coexist)
Infinity (xx)
Encore:Intro (xx)
Angels (Coexist)

by Marie Bigorie

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DANCETERIA, UMA MODA FUGAZ

POR CONTA DO POST ANTERIOR (QUE ERA SÓ SOBRE CLUBES ALTERNATIVOS QUE MARCARAM A NOITE CARIOCA), ME PERGUNTARAM SOBRE OUTRAS CASAS, QUE, NA VERDADE, ERAM DE SHOWS, DANCETERIAS. ENTAO, VAMOS LÁ, RELEMBRA-LAS. ANTES: VALE NOTAR QUE O NOME 'DANCETERIA' FOI IMPORTADO DE UMA CASA QUE TINHA ESSE NOME EM NOVA YORK, NOS ANOS 80. ALGUEM TROUXE PRA CÁ (ACHO QUE COMEÇOU POR SP) E ACABOU VIRANDO SINONIMO DE UM TIPO DE LUGAR, QUE MISTURAVA PISTA DE DANÇA COM UMA ATRAÇÃO AO VIVO NO MEIO DA NOITE. METROPOLIS = A PRIMEIRA COM ESSAS CARACTERISTICAS NO RIO FOI A METROPOLIS, EM SAO CONRADO, QUE, ASSIM COMO O CUBATÃO, TBM ABRIU NA SEMANA/MES EM QUE ACONTECIA O PRIMEIRO ROCK IN RIO, JANEIRO DE 1985. COMO O NOME INDICA, SEU LOGOTIPO E SUA DECORAÇÃO IMITAVAM O ESTILO DO CLASSICO SCI-FI DE FRITZ LANG, INCLUSIVE COM PASSARELAS NO MEIO DELA, QUE REMETIAM ÀS PONTES MOSTRADAS NO FILME. SÓ QUE TUDO COM NEON, CLARO. A METROPOLIS FOI PALCO DE MUITOS SHOWS DE BANDAS QUE NAO FAZIAM O PERFIL DO CIRCO VOADOR, PQ ...

BAYAAABAAA!

A TV ITALIANA LEMBRA A TV BRASILEIRA DOS ANOS 70, 80 UMA COISA MEIO SBT NOS PRIMÓRDIOS (TVS) OU TV CORCOVADO (PRE-CNT). É MUITO RUIM E SÓ PASSA COISAS ANTIGAS. O CURIOSO É QUE AS RADIOS LA SAO MAIS LEGAIS DO QUE AS DAQUI, MAIS VARIADAS (TEM ATE UMA VIRGIN RADIO, DE ROCK EM GERAL). MAS A TV LOCAL É DO ARCO DA VELHA. LOGO QUE CHEGO NUMA CIDADE DOU GERAL NO LINEUP DE AUDIO E VIDEO. EM ROMA, ACHEI UM CANAL DEDICADO AOS LANCES JAPAS, A NEKO TV, MAS QUE, CURIOSAMENTE, EXIBIA 'BIGFOOT & WILDBOY', SERIE TRASH DA DUPLA SID & MARTY KROFT (ELO PERDIDO), QUE ROLAVAQUI NO SBT. ATE AI, TUDO BEM. MESMO NAO SENDO JAPA, FAZIA SECULOS QUE NAO VIA AQUILO (AQUI, PÉ GRANDE E GAROTO SELVAGEM). ACONTECE QUE, PELOS PRÓXIMOS CINCO DIAS QUE PASSEI NA CIDADE, O CANAL SÓ EXIBIA O MESMÍSSIMO EPISÓDIO DA PARADA (AQUELE EM QUE APARECE UM SOSIA DO PÉ GRANDE), EM VARIOS HORARIOS! LIGAVA A TV PELA MANHÃ, TAVA LÁ. CHEGAVA DA RUA A NOITE, DE NOVO, A MESMA COISA. O GRITO DE GUERRA DO BIGFOOT, BAYAAABAA! A...

UM BELO FILME DE VINGANÇA!

  Nesta semana, chega aos cinemas brasileiros um concorrente do Oscar nas categorias principais: filme, atriz e direção, entre outras. “Bela Vingança” (“Promising Young Woman”), desde já um dos melhores e mais perturbadores filmes do ano.   Tanto o trabalho de atuação e entrega de Carey Mulligan (como a perturbada Cassandra), como a direção firme de Emerald Fennell (atriz de séries como ‘The Crown’ e ‘Killing Eve’, estreando na direção de longa, com muita competência), bem como toda a parte técnica do filme (além do bom roteiro, fotografia e som impecáveis) é irretocável. O resultado final é um dos mais formidáveis filmes de vingança já vistos. Carey Mulligan, como Cassie      Acompanhamos a tímida e frágil Cassandra, que apesar de já estar na casa dos 30 anos, ainda mora com os pais e não tem namorado (não que isso seja obrigatório, parece nos dizer a personagem, embora não os evite). E, mesmo tendo sido uma universitária com altas notas na cadeira que escolh...