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A FORÇA DE UM PRODUTOR


Um disco é tão bom qnto a mão de seu produtor. O inverso ocorre, também. Na semana passada, um destes produtores que fazem diferença, o inglês Martin Rushent, se foi. Responsável pelos primeiros (e irretocáveis) discos dos Stranglers, o primeiro do Altered Images (que eu estive reouvindo mes passado e chapei com a qualidade e atemporalidade) e o clássico 'Dare', do Human League, entre outros, Rushent começou a carreira nos anos 1970 como engenheiro de som e passou a assinar discos no final daquela década, com 'Rattus norvegicus', o primeiro do Stranglers (e um clássico do punk rock). Na época, ele tbm produziu Buzzcocks e 999, até que, em 1980, veio 'Dare', que criou alguns dos parametros para o synth pop dos 80s.

Eu sempre comprei discos pelo conjunto de obra: a banda, a gravadora e o produtor. Foi assim que encarei Joy Division (que nao seria nada sem a produção do também falecido Martin Hannet, Ian Curtis à parte) e New Order (que nao teria identidade sem a arte de Pete Saville), que davam o diferencial que os separavam dos artistas mainstream, criados em reuniões pelas grandes gravadoras. Vc tbm podia comprar discos da 4Ad e beggars banquet quase no escuro, levando em conta estes critérios. O ultimo trabalho de Rushent foi para o álbum de estreia da detonante banda Does it Offend You, Yeah?, cujo guitarista, James, é seu filho. R.I.P.

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