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Thursday, April 08, 2010

RIO EM COLAPSO

QUANDO ERA MENINO, VI NUMA REVISTA VELHA FOTOS DE UMA GRANDE ENCHENTE NA PRAÇA DA BANDEIRA. FIQUEI FASCINADO VENDO AQUELES CARROS TODOS EM BAIXO DÁGUA. ACONTECE QUE, AO LONGO DOS ANOS, A CENA CONTINUOU SENDO REPETIDA, SÓ QUE AGORA NAO TEM GRAÇA NENHUMA. SÓ MOSTRA QUE JAMAIS SE LEVOU A SÉRIO O PROBLEMA. O FATO É QUE, CALAMIDADES À PARTE, A CIDADE CRESCEU ALÉM DE SUAS POSSIBILIDADES (SOMOS UMA PEQUENA FAIXA DE TERRA ESPREMIDA ENTRE O MAR E A MONTANHA, BASICAMENTE) E FICA POSANDO DE METRÓPOLE, QUANDO NAO É. NAO TEMOS BOM SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO (VIDE O ATULHAMENTO DE ONIBUS E O METRO INEFICIENTE), NEM ESTAMOS APTOS PARA LIDAR COM CATASTROFES NATURAIS, SEJAM DE MEDIA OU GRANDE ESCALA. O CAOS SE INSTALA EM MINUTOS! ATE OS PROFISSIONAIS DESTAS AREAS SAO POUCOS E EM PARTE DESPREPARADOS (VC NUNCA VE UM GUARDA QNDO PRECISA), FORA ISSO, CONTINUA-SE JOGANDO LIXO NAS RUAS (QUE ENTOPEM OS BUEIROS) E CONSTRUINDO EM ENCOSTAS (E O PODER PUBLICO FINGE QUE NAO VE, NAO É LEGAL MEXER COM FAVELADOS) E BOTANDO MAIS CARROS NAS RUAS. UM DIA VAI DAR UM NÓ DA PORRA E VAI TUDO ENTRA EM COLAPSO. SÓ ESPERO QUE NAOS EJA NA EPOCA DA COPA NEM DAS OLIMPIADAS, SENAO PAGAREMOS UM MICO GLOBAL #VERGONHA

5 comments:

Renato said...

(Cont.)

O Interior do estado sempre foi negligenciado, tanto é que na maioria das cidades do interior do estado tirando Macaé, região dos lagos e Angra - não existe emprego, indústria ou que quer que seja para fomentar crescimento. O povo tem que se mudar para a capital para trabalhar. O que gera mais problemas para a cidade do Rio. A solução é gerar emprego no interior porque muita gente se muda para o Rio por falta de opção. Isso também vai gerar mais receita para o interior e aumentar o bolo para melhorar a infra estrutura.

Os eleitores tem a sua parcela de culpa também, nós temos ciclos de 4 anos para município e estado e para resolver programas de infraestrutura é necessário que os políticos tenham planos multi-anuais e que o próximo governante termine o que outro começou. Ninguém exige isso, todo mundo quer solução imediata que é impossível de se realizar e as obras ficam prontas em dois anos e não melhoram em nada a vida de ninguém.

Transporte público é importante na vida da cidade, assim como infra-estrutura. Mas antes deve se pensar no planejamento destas obras e a visão da cidade para os próximos 30 a 50 anos. Assim o plano faz sentido e outras iniciativas podem complementa-las. As olimpíadas e a copas sao coisas relativamente imediatas - uma é em 6 anos e a outra em 4 anos. Até lá, muito paliativo vai ser feito e o que vai sobrar para nós é uma divida enorme e que depois a gente vai perguntar - mas porque que a gente fez isso?

O brasil não é país pobre - nós somos a nona economia do mundo. Dinheiro existe, o que falta é prioritizar as coisas e planejamento de longo prazo. Vale mais a pena fazer um metrô de qualquer jeito que liga o nada a lugar nenhum, ou várias estações que podem atender uma gama de demandas e gerar empregos entre os dois pontos.

Alguns exemplo do que problemas parecidos com o nosso podem ser resolvidos mesmo sem dinheiro - Cingapura. É um país do tamanho do município do Rio. Chove muito mais lá do que no Rio. Não tem enchente e nem vai ter. Por que abriram a cidade toda embaixo e fizeram galerias fluviais enormes. A solução foi feita também porque eles purificam a água da chuva e transferem para o sistema de água da cidade (algo que a gente poderia fazer também). Enfim, Cingapura tem um mini-ditador - mas tem eleições - o que permite que certas coisas sejam feitas mais rapidamente, mas não impede que a gente faça de maneira mais devagar

Enfim - é um post longo porque eu penso no assunto decadência do Rio de Janeiro tem bastante tempo. Até porque como vocês podem ver, a cidade está tão caída que mal se tem show na cidade mesmo sendo futura sede de copa do mundo e olimpíada

Renato said...

Tom,

Um dos grandes problemas do Rio de Janeiro é que a infra estrutura que existe é ruim e foi construída nos anos 60 antes da ditadura quando na época a infra era adequada para o tamanho da cidade.

A cidade até o final dos anos 60 tinha uns 2 milhões de habitantes contando com a Grande Rio (incluindo a baixada fluminense, niterói e arredores). Hoje dependendo de como se conta temos 10 milhões ou mais habitantes na Grande Rio.

Existe o fator de que a cidade foi completamente sucateada por quase 30 anos durante os anos da ditadura e quando se construiu não se fez um plano para substituir na cidade as indústrias que a sustentavam que basicamente era do governo federal - ainda existe muito emprego público no Rio, mas nem se compara com o que existia antes. Logo se gerou um buraco em termos de receita e emprego.

A Ditadura fomentou a urbanização em massa das capitais do país, mas investimento em infra estrutura foi pouco feito no Rio, mas bastante em outras cidades como São Paulo. Não se pode somente culpar os outros, não tivemos vários erros como por exemplo na questão de segurança que é do governo estadual e que piorou bastante na época da democratização. Várias empresas deixaram o Rio porque não há segurança e governo estadual/municipal é em geral inepto.

A cidade do Rio é na verdade a antiga capital federal e que por si só gerava receita. O interior do estado que se formou na junção do estado da guanabara com o estado do Rio não tem tanta receita assim e o dinheiro acaba se espalhando por todo o estado. Só que no Brasil dinheiro espalhado significa mais roubalheira (Não que isso não existisse antes, mas era um pouco mais dificil).

Quando houve junção do estado da guanabara com o estado do rio, você pode notar que foi tudo feito as pressas pela ditadura para minar o poder que existia no Rio. Porque se nota que várias instituições na cidade do Rio fazem as coisas pela metade e a outra metade é feita pelo governo estadual. Ou seja, ninguém é completamente responsável por nada. Tudo fica pelo meio do caminho - Inclusive planejamento. É muito mais complicado fazer qualquer coisa na cidade do Rio do que por exemplo SP ou BH que são cidades bem grandes.

Lord Vader said...

Infelizmente acho que o Rio de Janeiro vai continuar rumando em rota de decadência continuamente até o colapso completo . Cada vez mais favelizado , sujo e violento. Não tenho motivos para acreditar que um milagre vai acontecer e as favelas , a miséria e a violência vão acabar. As coisas vêm piorando continuamente há décadas e lamentavelmente é essa a tendência para o nosso futuro , o caos total mesmo , a completa bancarrota socio cultural , um enorme conflito civíl. Espero que não viva o suficiente para vê-lo , mas com certeza isso ocorrerá.

ANNA PAOLA said...

só um milagre , para salvar nosso povo , é muita roubalheira e falta de interesse em melhorar a cidade...

brunobbl said...

po tom desculpe a vc e a todos os amigos do na cova do tom mas eu não acreedito mais nessa cidade.....para nada !!!!!

abs

NA CIDADE

NOVEMBERINAS:

Teatro Odisseia 26 - Vanguart / Ariella

Teatro Rival 22 – Rival Rebolado 23 – Nelson Sargento 25 – Festa Batmakumba: Abayomy 30 - Festival Norueguês: Sondre Lerche / Greni

Teatro Riachuelo 22 – Golden Boys

Coordenadas Bar (Botafogo) 05, 12, 19 e 26 – Pedro Baby & Convidados 21 - Sérgio Rocha Blues Band: Homenagem a Celso Blues Boy Estúdio Fórum (Botafogo) 24 - Sexta Infame: PxExNxE (COL) / Blaspherion / Lástima / Baga

Solar de Botafogo 24 - Kosmus / Aura / Psilocibina 29 – Gabriel Calisman

Theatro Net Rio 27 -  Alessandra Verney  29 – Silva Canta Marisa Monte 

Blue Note 22 - Lina Nyberg (SUE) – Participação: Ilessi (22h30) 23 – Quarteto do Rio & Roberto Menescal – Participação: Joyce & Wanda Sá & Pedro Miranda (20h) 23 – Insula (22h30) 24 e 25 - Kenny Garret Quartet  29 e 30 - Ed Motta: Baile do Flashback

Sala Baden Powell 22 – Doralyce & Maracutaia 25 - Augusto Martins & Paulo Malaguti 26 - João Carlos Assis Brasil & Carlos Navas

Teatro da UFF (Niterói) 24 a 26 – MPB – a Era dos Festivais: Soraya Ravenle & Edu Krieger & Marcelo Caldi & Fabiano Salek & PC Castilho

Planet Music (Cascadura) 25 - For Annie / Ollie / Colorado / Visceral Fear

Imperator 23 – Humberto Gessinger: “A Revolta dos Dândis – 30 Anos” 24 – Cidade Negra Canta Gilberto Gil 25 – Terraço do Imperator: Forró Lánalaje: Trio Ventura / DJ Edna Carvalho 25 – Paulinho Moska 26 - Fafá de Belém (com Manoel & Felipe Cordeiro): Guitarradas do Pará 28 – Coral Imperator

Centro de Referência da Música (Tijuca) 23 – Felipe Adetokunbo 24 – Nina Rosa & Thiago Kobe 25 – Rodrigo Maranhão & Pretinho da Serrinha 29 – Joyce Cândido Canta Elis Regina  30 – Michel Taski

Aparelho (Centro) 18 - Second Come 24 - Felipe Zenicola / Marcos Campello / Lucas Pires  Motim (Centro) 24 - Gragoatá / Vitor Milagres / Daniel Villares

Quintas no BNDES 19h - grátis 23 - CDR Style 30 - Sergio Santos

Teatro Glauce Rocha (Centro) 23 - Alice Passos & Maurício Carrilho  30 - Olivia & Francis Hime Museu de Arte do Rio 24 - Sarau do Alemão / Rincon Sapiência

BRASIL EM TRANSE: Com curadoria de Ismail Xavier e coordenação da Sociedade Amigos da Cinemateca, em parceria com a Cinemateca Brasileira e o Cinusp, esta Mostra reúne mesas de debate e exibição de filmes que acontece de 16 de novembro a 1º de dezembro, em São Paulo. CINEMATECA BRASILEIRA

Circuito SESC 24 - Niterói: De Leve (19h - R$ 20) 25 - Madureira: De Leve (17h - R$ 20) 25 - Ramos: Cassiano & Trio Beija Flor (17h - grátis) 25 - São Gonçalo: Bebeto (17h - R$ 20) 26 - Madureira: Dorina (17h - grátis) 26 - São Gonçalo: De Leve (19h - R$ 20) 29 - Tijuca: Marcelo D2 & SambaDrive (19h30 - R$ 20) 30 - Tijuca: De Leve (20h - R$ 20) ______________________________

MIXX: 25 – Qinho - Ahlma.CC / Leblon 25 - AcaraJazZ: Bondesom / Juliana Linhares / Doralyce – Rio City Lab / Santo Cristo 26 - Alaska (SP) / Hover / Whipallas – La Esquina / Lapa 26 - Cervical / Mari & The GoodFellas / Facing Fear – Calabouço / Vila Isabel 29 - Baculeju da Sandra de Sá – Teatro Glaucio Gill / Copacabana

as dinamarquesas do grupo WE LIKE WE, são o destaque internacional na abertura da 5º edição do Festival Música Estranha em São Paulo.

Abertura da exposição de fotografias de Raymond Depardon, “Un moment si doux”, no dia 1º de novembro. Depois de passar por Paris e Buenos Aires, o CCBB Rio recebe as 170 fotografias de diferentes cores e formatos tiradas na Europa, África e América Latina, incluindo o Brasil. Ate 22 de janeiro. qua-seg 9am-21pm. Grátis.

Alexandra Jackson no Blue Note dia 28/11 (terca).   Alexandra é uma cantora americana que esta lançando EP, “Legacy & Alchemy”, dedicado à canção brasileira com standards da MPB .  O show tem participação de Pretinho da Serrinha.

#BLAZEYOURSELF @ Rooftop 5 Data: 25 de novembro, sábado – a partir das 17 horas até meia noite Local: Rooftop 5 – Rua Coropé, 88 - Pinheiros, São Paulo - SP, 05426-100 Atrações: Selvagem, Jaloo e Tropkillaz Entrada gratuita mediante cadastro e confirmação no site, limitada a 500 pessoas

Tropicália ganha exposição tech com livre reinterpretação conceitual Nos 50 anos do movimento, na Galeria BNDES   Os artistas Barbara Castro e Luiz Ludwig, do estúdio Ambos&&, apresentam uma livre reinterpretação dos conceitos do movimento tropicalista à luz da arte e da tecnologia. Com a exposição Vamos Comer, estimulam o público a “devorar” experiências sensoriais e orgânicas, incluindo quatro instalações de arte computacional. Ela está aberta a visitações na Galeria BNDES, no Rio, entre os dias 18 de outubro e 1º de dezembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h

“Piano, Voz e Jobim” Augusto Martins e Paulo Malaguti Pauleira   _ Homenagem aos 90 do maestro brasileiro _ Sala Baden Powell, sábado 25.nov (sáb), às 21h

FICI 2017 O Festival Internacional de Cinema Infantil, que acontece no Rio de 24 a 3 de dezembro, exibirá, na edição deste ano, 120 filmes de 25 países, entre animações, curtas, médias e longas-metragens. confira a programação.

O espetáculo “Kid Morengueira – Olha o breque!” homenageia Moreira da Silva (1902 – 2000), o cantor que popularizou o samba de breque, tornando-se um ícone da música brasileira. O samba permitiu a ele criticar, sempre com muito bom humor, os poderosos com seus desmandos, os malandros que conheceu na noite, e os compositores que ajudou a tornar conhecidos. A peça estreia para uma curta temporada no Teatro I do Sesc Tijuca - de 03 de novembro a 03 de dezembro, de sexta a domingo, sempre às 20:00.

Após o sucesso da temporada nos meses de abril e maio desse ano, que passou por sete cidades brasileiras e esgotou em todas as praças, o espetáculo “STOMDUP” de Tom Cavalcante volta para novas apresentações no Rio de Janeiro (dia 01 de novembro, no Teatro Bradesco Rio); Natal (dia 30 de novembro, no Teatro Riachuelo); Fortaleza (dia 01 de dezembro, no Teatro RioMar Fortaleza).

SOLID ROCK: a participação da banda Lynyrd Skynyrd no Solid Rock (Curitiba, Pedreira Paulo Leminski, dia 12/12; São Paulo, Allianz Parque, dia 13/13; e Rio de Janeiro, Jeunesse Arena, dia 15/12) acaba de ser CANCELADA por motivos pessoais da banda. No lugar, Cheap Trick será a banda que fará parte do lineup, junto do Deep Purple e Tesla. Mais informações sobre devolução de ingressos serão divulgadas em breve.

(colaborou @DonnieDarko73);

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amigo dos amigos, amante de música, cinema, boa comida, de pedaladas e caminhadas
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