OUVINDO O PGM DO MAUVAL NA TERÇA A NOITE É Q ME CAIU A FICHA DO FIM E DA IMPORTÂNCIA DO RIO FANZINE. E TBM DA DIFERENÇA Q HÁ ENTRE UMA COISA NA INTERNET E UMA FÍSICA. EMBORA CADA VEZ MAIS A GENTE CIRCULE PELA REDE, SAIR NO JORNAL É A PROVA VIVA DE Q ALGO EXISTE E ESTÁ ACONTECENDO. A GALERA DAS BANDAS E DAS FESTAS PARECE CONFIAR MAIS SE SAI ALGO IMPRESSO NUM JORNAL, QUE DÁ PRA GUARDAR E TAL. MAS NÓS SAIMOS DO AR ANTES QUE FOSSEMOS SAÍDOS DO CADERNO, Q VAI MUDAR E NAO COMPORTA NADA Q N SEJA LIGADO AO FIM DE SEMANA. DESSA FORMA, PODEREMOS DAR UM GÁS NO SITE DO RF NO GLOBONLINE, Q, ATÉ AGORA ERA APENAS UM BLOG POUCO ATUALIZADO. É A MESMA COISA, SÓ QUE DIFERENTE. VOU SENTIR FALTA DE BOLAR A DIAGRAMAÇÃO COM O LÉO E VER O VISUAL PRONTO DEPOIS. ONLINE É SÓ ENCAIXAR IMAGENS E PRONTO. ISSO FARÁ FALTA. MAS AGORA -- E COMO INTEGRANTE DO CULTURA ONLINE DO GLOBON, EU -- ESTAREMOS AINDA MAIS ATUALIZADOS, NÃO APENAS NA SEXTA-FEIRA. APAREÇAM.
POR CONTA DO POST ANTERIOR (QUE ERA SÓ SOBRE CLUBES ALTERNATIVOS QUE MARCARAM A NOITE CARIOCA), ME PERGUNTARAM SOBRE OUTRAS CASAS, QUE, NA VERDADE, ERAM DE SHOWS, DANCETERIAS. ENTAO, VAMOS LÁ, RELEMBRA-LAS. ANTES: VALE NOTAR QUE O NOME 'DANCETERIA' FOI IMPORTADO DE UMA CASA QUE TINHA ESSE NOME EM NOVA YORK, NOS ANOS 80. ALGUEM TROUXE PRA CÁ (ACHO QUE COMEÇOU POR SP) E ACABOU VIRANDO SINONIMO DE UM TIPO DE LUGAR, QUE MISTURAVA PISTA DE DANÇA COM UMA ATRAÇÃO AO VIVO NO MEIO DA NOITE. METROPOLIS = A PRIMEIRA COM ESSAS CARACTERISTICAS NO RIO FOI A METROPOLIS, EM SAO CONRADO, QUE, ASSIM COMO O CUBATÃO, TBM ABRIU NA SEMANA/MES EM QUE ACONTECIA O PRIMEIRO ROCK IN RIO, JANEIRO DE 1985. COMO O NOME INDICA, SEU LOGOTIPO E SUA DECORAÇÃO IMITAVAM O ESTILO DO CLASSICO SCI-FI DE FRITZ LANG, INCLUSIVE COM PASSARELAS NO MEIO DELA, QUE REMETIAM ÀS PONTES MOSTRADAS NO FILME. SÓ QUE TUDO COM NEON, CLARO. A METROPOLIS FOI PALCO DE MUITOS SHOWS DE BANDAS QUE NAO FAZIAM O PERFIL DO CIRCO VOADOR, PQ ...
Realmente uma pena. Deixamos de ter um Zine dentro de um jornal para termos mais uma página em "www".
ResponderExcluirBoa sensaçào de sobreviver aos formatos, mas sensação estranha de saber que aquele impresso que lia devagar para não acabar ( ! ), agora vai ser mais uma página fugaz na rede.
É isso aí.
Leo Daflon
Eu tenho a impressão que tudo o que é impresso é mais passível de ser difundido, disseminado. Ainda que a internet tenha um espaço ilimitado, o conteúdo fica restrito ao hábito da digitação do endereço na barra de endereços. Acho que isso, com cultura, é ainda mais forte. Eu escrevo resenhas cinematográficas no JB, que agora é só digital. Em poucas semanas, já percebo uma mudança radical na maneira como o conteúdo é partilhado, mensurado e classificado. O hábito de pôr a Revista Programa debaixo do braço, ou o hábito de começar a ler o Rio Show pelo Rio Fanzine, eram quase uma liturgia, hábitos levados à serio por muita gente. Mas parece ser esse o destino da notícia - ser digital, circular digitalmente, ocupar o menor espaço físico possível. Vida longa ao RF, ainda que seja gerado por sequências binárias.
ResponderExcluirAbs!
Vcs nunca serão apenas mais uma página!
ResponderExcluirOs bons permanecem e continuam para sempre!
e o Rio Fanzine é o melhor!
Rio Fanzine forever!
beijos e boa sorte
Cynthia
Se muitos ainda estão presos na galáxia de Gutemberg o problema é deles. A web multiplica o alcance, te dá recursos de audio e video e vc pode usar o aparato do jornal pra isso. O Rio Fanzine agora é universal e acessível pelo arquivo do blog a qualquer hora, o que o impresso não permitia.
ResponderExcluirRF Forevis!!!!! <3
ResponderExcluirbola fora dos marketeiros do globo - um jornal só se sustenta com REPUTAÇÃO, algo que sem duvida o RF impresso transferia ao conteudo. Reputação conquistada bravamente que sobreviveu por 24 anos, de onda em onda - sem levar "caldo". aparecer impresso nas páginas do globo era mais que um reconhecimento, era uma subversão. nós, músicos e leitores assíduos, só temos a lamentar - tenho a impressão clara q foi só um "até logo", a cena musical e cultural do rio já anda uma desgraça há pelo menos 5-6 anos - perder o RF no Globo é a ultima paulada antes de morrer. uma pena. Tom (e Calbuque) sou muito grato por tudo.
ResponderExcluirAbs
Jenner
bola fora dos marketeiros do globo - um jornal só se sustenta com REPUTAÇÃO, algo que sem duvida o RF impresso transferia ao conteudo. Reputação conquistada bravamente que sobreviveu por 24 anos, de onda em onda - sem levar "caldo". aparecer impresso nas páginas do globo era mais que um reconhecimento, era uma subversão. nós, músicos e leitores assíduos, só temos a lamentar - tenho a impressão clara q foi só um "até logo", a cena musical e cultural do rio já anda uma desgraça há pelo menos 5-6 anos - perder o RF no Globo é a ultima paulada antes de morrer. uma pena. Tom (e Calbuque) sou muito grato por tudo.
ResponderExcluirAbs
Jenner
já cansei de falar aqui. o rio fanzine é responsavel juntamente com o rocka 26 da minha passagem de "um metaleiro de visão estreita", para um apreciador não só do rock mas da música pop de uma forma geral.
ResponderExcluirOntem mesmo fim a saber belo blog do maval que sua primeira matéria foi na "pipoca moderna" a qual tb lia e ainda tenho as edições.
Época, que para um suburbano como eu, vcs eram uma das poucas fontes com informação sobre rock e cultura.
Fiquei feliz em vc mencionar a Ana M. Bahiana, minha escriba favorita, que tb acompanhava na finada Som Três.
Sem dúvida, acho que não ter o meio impresso é não ter algo paupável, um veículo de informação que vc pode levar para qualquer lugar;
Em compensação com o underground caindo no mainstream cada vez mais rápido (principalmente devido a net) as pessoas procuraram outras fontes para sua atualização.
De qualquer forma deixar de ver o espaço quando se abria o caderno e mais recentemente a revista vai ficar dificil, para nós...
Mas enfim, bola para frente!
um abraço tom!!
Eu não sou de ir às festas, mas sempre acompanhei o Rio Fanzine pois os textos eram (são) ótimos e ficava por dentro do que rolava na noite, das novidades das bandas ... Afinal, me interesso pelas coisas do mundo (e mundanas). Vou acompanhar agora online!
ResponderExcluirComecei a ler o RF ainda moleque em 89 , e numa época pré MTV , cabo e internet , aguardava afoito sempre pela próxima edição , e nem sei dizer o tamanho da influência do caderno na formação do meu senso estético , não por imposição , mas pela força da informação. Hoje o mundo está mudado , tudo tem que ser sensorial/imediato e nada mais pode ser cerebral/semanal . Confesso também que (por outros motivos) deixei de ler jornal há um ano , mas era bom saber que o RF existia bravamente dentro de um veículo como o globo , quase como um intruso , um penetra. Bem , ainda tenho um monte de RF em folha dupla , grandões , guardados em algum lugar lá na casa da minha vó , tenho o livro (hey , que tal um livro vol 2 ??) , mas sobretudo devo parte da minha "formação" aos dois malucos fanzineiros que ajudaram a me desvirtuar , às rezenhas de discos e filmes que de outra forma jamais saberia que existiam (e às geniais ilustrações do Cruz tb). E como disse Anne Rice , meu mundo se parece cada vez mais com um panteão de estátuas quebradas , rss , mas é assim mesmo que as coisas são. Como disse o Dudu , vida longa ao novo formato zero/Um , e obrigado pelos peixes ...
ResponderExcluirAcredito que as possibilidades proporcionada por uma página eletrônica pode deixar o Rio Fanzine ainda mais interessante - pois, nela, pode-se inserir links para áudio e vídeo, o que, a versão impressa não permite. Mas há um porém:
ResponderExcluirComo tornar o blog do Rio Fanzine diferente de tantos outros blogs que abordam cultura pop? Como evitar que o RF não seja apenas mais um na indistinção comum num ambiente de tanta informação como a internet?
O jornal impresso, querendo ou não, dá uma certa legitimidade no que diz respeito a veracidade da informação - porque aí também entra a credibilidade do veículo - que é importante.
Textos rápidos disponibilizados a todo momento no blog, muitas vezes, até pelas condições de "urgência" em que são feitos podem ser excessivamente rasos e de menos qualidade. Talvez parte do conteúdo devesse ser publicada semanalmente em edições, semelhantemente ao que era feito no jornal impresso - nas quais se incluiria artigos menos ligado diretamente com a agenda de shows, maiores e mais aprofundados.
Quando digo especificamente sobre qualidade, me refiro especificamente à larga experiência que vocês tem acumuladas em mais de duas décadas com o RF e trabalhando no jornalismo cultural em geral, além do amplo conhecimento sobre os muitos assuntos que abordam. Para que o blog não seja apenas mais um na "multidão" a qualidade é, sem dúvida, um elemento fortemente legitimador perante aos leitores. Assim tornando o blog uma referência para aqueles que procuram bons textos e credibilidade de informação; desse modo, sendo um diferencial em relação a tantos outros blogs que usam a própria internet - única e exclusivamente - como fonte e que com muita frequência tem como resultado, em sua maior parte, o recorrente uso de informações totalmente equivocadas.
Desejo bons ventos para a nova fase do Rio Fanzine.
Christiano Santos
É uma pena!
ResponderExcluirCresci lendo essa coluna, que era um oásis de informação, tanto na forma quanto no conteúdo. Até hoje tenho algumas colunas guardadas ainda no fim dos 80's, com ilustrações do Cruz, e fotos de bandas que eu nunca tinha ouvido falar e queria conhecer!
Sei que as coisas mudam, mas certamente vai fazer falta abrir o jornal na sexta e ir direto para a folha do RF...
Um abraço e muito obrigado por esses anos de informação e cultura alternativa.
Faz uma versao em PDF e deixa em algum lugar para a galera baixar. Eu fazia isso com meu zine...
ResponderExcluirAcho que pra molecada que nasceu no século XXI essa discussão não vai fazer o menor sentido. Para nós, dinossauros, bom mesmo e o que está impresso, pois é mais "seguro", já que existe no mundo material. E ao contrário do blog, um jornal dá um trabalho imenso para criar.
ResponderExcluirViva os átomos! Viva os bits! Morte ao falso metal!
pô ziggy, que pena... já tinha achado uma merda vcs terem perdido aquele espaço maravilhoso no segundo caderno aos domingos, ficando só com aquela coluna no rio show. agora ateh a coluna do r.s. eles tiraram de vcs. que pena. fica registrado o meu repudio e protesto pelo o ocorrido. E é claro que o papel NUNCA sera´substituido pelo computador. espero, sinceramente, que um ia vcs voltem a ter o fanzine no papel novamente.
ResponderExcluirNada contra as modernidades do dia a dia. Mas ler no jornal é outra coisa! Muito mais confortável e mais agradável! Triste fim. :(
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