
Mas, primeiro, esqueça os Holmes anteriores, imortalizados na tela por nomes como Basil Rathbone e Peter Cushing, mais próximos daquela figura clássica que nos habituamos a ver, de rosto longilíneo e nariz pontudo. O tipo de Robert Downey Jr é algo mais caricato, galhofeiro, e tem corpo e força de atleta. Os puristas podem reclamar. Além de Downey Jr, somente Johnny Depp poderia ter feito essa nova abordagem do personagem sem soar canhestro.
E não só Downey Jr, como também Jude Law, como o elementar parceiro Watson, convencem. Os dois até lembram uma versão estranha de Batman & Robin, combatendo o crime com deduções lógicas, conclusões científicas e um certo clima homo entre eles. Mas, como é um filme PG-13, certos detalhes foram deixados de lado, em nome da ação, como o envolvimento de Holmes com drogas, para estimular a sua mente. Como a cocaína, por exemplo, mostrado pelo genial Billy Wilder em "The 7 percent solution", que era a quantidade da droga que ele usava.
A trama nos mostra um lorde sinistro, Blackwood (Mark Strong) que tem um plano de aniquilar o parlamento e iniciar uma nova ordem de dominação para o então Império Britânico, algo meio parecido com os ideais futuros de Hitler. Em meio a isso, uma amiga ladra de Holmes (Rachel McAdams) aparece para botar mais molho na trama e, entre muitas brigas e cenas espetaculares (algumas fazendo bom uso dos efeitos digitais), além de excelentes diálogos/tiradas entre Holmes e Watson, a trama vai andando, até um final com explicação lógica e uma deixa para continuação. Afinal, nem falamos do famigerado professor Moriarty, pois não?
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