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I SHOULD BE SO LÓKI


Está aberta a temporada de filmes de super-heróis do ano com "Thor", que estreia nesta sexta (29/abril) aqui, e só uma semana depois nos EUA. Depois dele, teremos filmes com Lanterna Verde, Capitão América e o esperado dos Vingadores, entre outros. Então, fica a pergunta: conseguirá o deus do trovão segurar a onda dos filmes que o seguirão?

A resposta é: sim. Embora a projeção e som do Cinemark Botafogo, onde rolou a cabine, tenha tudo para derrubar o filme (evitem ver lá), ele sai-se bem. O diretor inglês Kenneth Brannagh se ateve mais ao lado da mitologia nórdica (que carrega muito do que Shakespeare depois escreveria a partir dos nobres ingleses e europeus), e passa mais tempo em Asgard; e, com Anthony Hopkins como Odin (e enfim livre de seus tiques de Lecter), constroi um bom filme em cima das lendas, dando-lhe um leve toque de ciência-ficção, tratando Thor quase como um E.T.

Pega um pouco o fato do cast ser americano e pouco europeu (e até o guardião ficou negro, por causa de cotas). Faltam qualidades nórdicas/europeias aos asgardianos, e o elenco terráqueo, mesmo tendo Natalie Portman, atua com certa preguiça e fica mal inserido nas cenas feitas na cidade cenográfica. Loki tem o toque de loucura e, ahan, afetação que lhe cabe (ele ja era assim nas hqs), mas o elenco, no geral, nao fica a altura do filme; que, aliás, pode ser visto na versão normal, já que o 3D atrapalha um bocado as cenas de ação (e escurece a projeção). Economize uns trocados.

Não é nenhum 'Iron Man' (não deu pra entrar tanto nos personagens ainda, não rolou nem o clima entre lady Sif e Jane, por exemplo), mas não dá vergonha como 'Elektra' e 'Demolidor'. Resta saber se Thor superará o Capitão América nas bilheterias. Pelo menos na peitarra, Steve Rogers tem mais chester do que Don Blake =)

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