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BOAS PROFECIAS. ALTAS RISADAS

A notícia mais ridícula - e engraçada -, no mundo do entretenimento, do mês, foi aquela que dizia assim: ‘grupos cristãos, nos Estados Unidos, fazem petição para que a Netflix tire ‘Good omens’ do ar’. No que a Netflix prontamente concordou (Ok, faremos isso imediatamente). Isto porque, a série é uma produção da concorrente Amazon. Esta, também respondeu, brincando: ‘Concordamos em cancelar ‘Good omens’ se a Netflix acabar com ‘Stranger things’.  E, todos riram alto.   Pois é. A popularidade da Netflix, fez com que atribuíssem a este serviço de streaming a exibição da produção britânica, bancada pela Amazon, baseada em livro (aqui, ‘Belas maldições’), de Neil Gaiman e Terry Pratchett. No que alguém (na verdade, a revista satírica ‘Mad’) já batizou de ‘monostreamists’, aqueles que só conhecem (ou usam) um único serviço de streaming. Aliás, é por conta disso, que muita gente desconhece o conteúdo de outras partes, achando que tudo está no Netflix. Hulu, Amazon e outro...

PHOEBE WALLER-BRIDGE: QUE REVELAÇÃO!

      Falamos muito de séries e programas e, por vezes, não damos o devido crédito aos seus criadores. Muitas vezes, é por falta de alguma coisa que chame a atenção mesmo. Nem sempre aparece alguém que se destaque na multidão, como o Ricky Gervais (‘The office’, ‘Extras’, atualmente com ‘Afterlife’, na Netflix) ou Lena Dunham (‘Girls’, do HBO).      Mas, quando aparece, merece todos os créditos e divulgação. Como é o caso da inglesa Phoebe (Mary) Waller-Bridge, 33. Seu nome, me chamou a atenção, a princípio, enquanto assistia a primeira temporada de ‘Killing Eve’ (da BBC America, aqui via GloboPlay). Pensava: ‘Quem é a roteirista dessa maravilha?’. Apesar de ‘Killing Eve’ ser adaptada de uma série de livros chamada ‘Villanelle’, de Luke Jennings, Phoebe deu um molho todo especial à trama de espionagem, com um lado psicosexual forte e bem-humorado, que logo prende o espectador. O resultado: BAFTA para Phoebe, Jodie Comer (que faz Villanelle, leia...

BIG TREP: 30 ANOS SEM TIRAR

  Outro documentário musical muito bacana, que está na programação do in-Edit Brasil 2019, é '30 anos de anonimato', de Felipe David Rodrigues. Ele conta a trajetória da improvável banda de psychobilly carioca A Grande Trepada (que, por um tempo, teve de usar o nome Big Trep, para não chocar), que, surgida nos anos 80, continua até hoje na ativa. Mas, mais do que contar a saga da Big Trep, o doc serve também (sobretudo na primeira hora) para mostrar como era a cena alternativa rock no Rio De Janeiro, principalmente. Cenas, áudios e depoimentos de gente que testemunhou e viveu a época, soam como memórias preciosas, de um país que não dá muita bola para a sua história. Sobretudo de coisas menos 'comerciais'.  Não perca.   (abaixo, trechos do release enviado pelo diretor) A  banda  A   Grande   Trepada , ou para os castos Bigtrep (intraduzível), iniciou suas atividades no Rio de Janeiro em 1986. Pioneiros do gênero psychobilly – estilo que mis...

DECK: 20 ANOS A SERVIÇO DA MÚSICA

    A Deck é a única gravadora em atividade no Brasil (é local, não multinacional) que ainda lança produtos em todas as mídias: CD, DVD, LP (vinil) e, agora também fitas cassete (!). Parece coisa de louco. Mas, eles não apenas reativaram a última fábrica de vinil que existia no Brasil (em Belford Roxo, na Baixada Fluminense/RJ), depois de dois anos de muito trabalho, como trouxeram de volta as infames fitinhas, que enrolam e partem. Mas, pelo lado do ritual, é tão bacana abrir a embalagem delas (ao estilo maço de cigarros, puxando a fitinha vermelha) que dá vontade de ter apenas pelo fetiche. Como tem gente que, mesmo sem toca-discos em casa, compra vinil pela beleza da capa e importância do disco. Aliás, a Deck lança títulos em vinil, de 180g, sobretudo clássicos que estavam fora de catálogo, como a decana banda de rock Casa das Máquinas, ou a coleção dos Mutantes, por exemplo.     E, para comemorar seus 20 anos, a Deck é o personagem principal...

UMA LENDA RENOVADA

  Em tempos em que os filmes de terror são tão previsíveis, nada assustadores e feitos para virar série (poucos, como o ótimo ‘Hereditário’, escapam disso), é alentador assistir a este ‘O Golem’ (‘The Golem’), dos irmãos Paz (Doron e Yoav, que assinam como PAZ Brothers), que, antes, haviam feito o assustador ‘JeruZalem’ (2015), também na área do horror e usando referências do folclore judaico. Eles não tentam soar ‘moderninhos’ e recontam o mito de forma precisa e com exatas doses de fantástico.   É uma nova versão para uma antiga lenda judaica, pouco explorada no cinema (embora tenha sido um dos primeiros filmes do gênero terror lançados, a versão muda é de 1920). No conto original, um rabino traz a vida o Golem, ser feito de barro, para proteger os judeus de perseguição, na Praga do século XVI. Agora, é uma mulher quem revive a criatura, sob a forma de criança, para proteger sua aldeia de ser atacada por um grupo que acha que foram eles, os judeus, que espa...

CHERNOBYL: ASSOMBROSA REALIDADE

Encerrou esta semana, na HBO (mas já disponível no aplicativo HBO GO), a exibição da minissérie ‘Chernobyl’, que, desde já, é uma das melhores produções do ano feitas para a TV. Produzida com o esmero habitual do canal (a concorrência ainda tem muito o que aprender com eles, neste quesito), em apenas cinco capítulos, de 60 minutos cada, ela nos dá a dimensão real (e bastante assustadora) do que foi o maior acidente com uma usina nuclear, até hoje. Pelo menos, do que ficamos sabendo.    Isto, porque, nos agora já distantes anos 1980 (em abril de 1986), o acidente com o reator da usina nuclear russa - então ainda União Soviética, sob regime ditatorial comunista - teria passado batido. Não fosse o fato de partículas radioativas terem sido levadas pelo vento, até a Suécia. E, lá, depois de analisadas, foi dado o alarme de que algo muito perigoso tinha acontecido para os lados da então Cortina de Ferro (o regime comunista vivia seus últimos anos, ainda sob a égide da ...

UMA VILÃ FASCINANTE

   Em meio a essa enxurrada de series e programas em que vivemos mergulhados atualmente (haja conteúdo para alimentar tantos serviços de streaming e canais diversos), fica difícil escolher qual série assistir, qual programa acompanhar, onde está aquele filme ou documentário bacana. Toda hora, alguém pede alguma dica. Por isso, muita gente, atualmente, acaba apelando para as redes sociais. Vão lá e perguntam no Facebook, no Twitter, aos amigos de sua timeline. Porque, tem horas, que cansa, só navegar, e não ver nada, pelos menus de Amazon, Netflix, GloboPlay etc. Por isso, só agora (e, por falta de tempo, também), acabei chegando em ‘Killing Eve’, exatamente com um ano de atraso. A série britânica foi lançada em abril de 2018, pela BBC, entrou nos EUA pela BBC America e, na sequência, ganhou alguns prêmios, também – entre eles, o Globo de Ouro, de melhor atriz em série/drama de TV, para Sandra Oh (aquela, de ‘Grey´s Anatomy e do filme ‘Sideways’). Valeu a invest...