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SOPRANOS 20 ANOS: UMA FAMÍLIA DA PESADA

Semana passada, ‘Família Soprano’ (The Sopranos, HBO), comemorou 20 anos de lançada. Daí que o canal HBO Signature começou a exibir todas as temporadas, tipo uma inteira por dia, até este último domingo (pq, a sexta, é a maior, e foi dividida em duas, houve um hiato entre as partes). Vi vários eps inteiros ou em pedaços, dependendo da hora em que ligava a TV, e fiquei com vontade de falar mais sobre essa maravilha, criada por David Chase.   Mas, tudo começou da pior forma possível. Chase achava que, fazer uma versão para TV de mafiosos, a la ‘Poderoso Chefão’, uma má ideia. E, meio a contragosto (convencido pelo produtor Brad Grey), escreveu o piloto para a HBO, quando teve a sacada de fazer um drama familiar com a máfia como fundo (inspirado em 'Os bons companheiros', de Scorsese), usando um chefão que ia ao psicanalista. Imaginou que isso daria uma temporada. E, bastava. Como sabemos, não foi o que aconteceu. Já que, apesar de não ter sido um sucesso logo de ca...

LEMBRANÇAS DO ANO PASSADO

AOS POUCOS, VOU LEMBRANDO E ACRESCENTANDO FILMES, SHOWS, LIVROS, SÉRIES ETC, QUE ME IMPRESSIONARAM, EM 2018: FILMES: A FORMA DA ÁGUA (FANTASIA PARA ADULTOS E AMANTES DO CINEMA); PROJETO FLÓRIDA (QUE CRIANÇAS SÃO AQUELAS?); TRAMA FANTASMA (PTA & DDL CONTINUAM FODAS!); ILHA DOS CÃES (ANIMAÇÃO ESPETACULAR!); UPGRADE (SCI-FI ORIGINAL E BACANA); EIGHTH GRADE (FILME TEEN QUASE REALITY); M:I FALLOUT (ABSURDO E DIVERTIDO); ARANHAVERSO (COMICS EM ANIMAÇÃO, FICA MELHOR DO QUE EM LIVE ACTION) INBETWEEN (CINEMA+TV): 'ROMA', DO CUARÓN. SIMPLESMENTE FANTÁSTICO, SOB TODOS OS ASPECTOS (UPDATE: ACABA DE SER INDICADO A 10 OSCARS! INCLUINDO ATRIZ, DIRETOR E FILME. POR MIM, LEVAVA TODOS). NA TELINHA: HOMECOMING/AMAZON (O CRIADOR DE MR. ROBOT, MAIS UMA VEZ, BRINCA COM A NOSSA MENTE); POSE/FX (MINISSÉRIE DIFERENTE, SOBRE UMA SUBCULTURA POUCO DIVULGADA, DOS ANOS 80); SHARP OBJECTS/HBO (AMY ADAMS RULES, E DEU VONTADE DE LER O LIVRO); O ASSASSINATO DE GIANNI VERSACE/FX (HARDCORE); O...

MARVEL/FOX VS MARVEL/SONY

  Nos últimos anos, filmes baseados em personagens de quadrinhos se tornaram um grande filão. Os da Marvel, são dos mais cobiçados (embora a rival DC tenha dois dos maiores ícones do gênero, Batman e Superman, ainda não acertaram no alvo com estes). Contudo, nem todos estão sob a asa Disney (dona atual da Marvel Pictures). Em negociações passadas, um dos maiores e melhores personagens Marvel, o Homem-Aranha, por exemplo, ficou com a Columbia (atual Sony), que já fez alguns filmes live action bacanas com Spidey, sobretudo os dois primeiros do Sam Raimi (sendo o segundo, o melhor de todos). Já a Fox, ficou com outros, como X-men (Wolverine incluso) e o Quarteto Fantástico (que nunca deu muito certo, já tentaram até reboot). Mas, um personagem menor, atrelado ao universo dos X-Men, fez um baita sucesso recentemente, ao fugir um pouco do lugar-comum: o Deadpool. Pois o segundo filme do Deadpool (ambos, impróprios para menores, por causa dos palavrões e da violência), está sendo ...

O HERÓI SUBMARINO

   O título deste post, é como era chamado o Aquaman, num antigo desenho animado que passava na tv, nos 80s. aí, ficava estranho encaixar o que o aqualad falava, quando chamava por ele. não cabia na boca dizer 'herói submarino' por completo. ele dizia apenas 'herói' hahaha. lembrei disso, conversando com o nerdbroder Gordirro, na saída da cabine de 'Aquaman', o filme, na ultima terça. Este, era o filme de herói que eu menos esperava ver na vida. nunca gostei do Aquaman, ele era mané. aquele louro, meio copia do flash gordon no visual, montado num cavalo marinho, e que se comunicava com os seres submarinos por telepatia. sempre preferi outro aquático, Namor, o príncipe submarino (marvel), que era uma especie de outsider, um cara amargurado. e, que, ate por isso, emanava um certo charme para as mulheres. que o diga sue richards, que, mesmo casada com o senhor fantástico (do quarteto), arrastou asa pra ele. Namor tbm chegou junto da igualmente comprometida ...

DIÁRIO DE FÉRIAS NA PAULICÉIA

Nas minhas mini ferias de novembro, com ma babe, resolvemos explorar uma grande cidade que fica perto, mas que a gente só passa por lá, geralmente, em bate-voltas de trabalho. da ultima vez em que lá estive, mal sai dos arredores do aeroporto de congonhas. é, são paulo, tão perto, e tão longe. mas, agora, fomos pra passar uns dias, sem compromissos, ver amigos e checar as novidades. eu, que já passei muitos verões lá, na adolescência -- cheguei a morar um ano na casa de tia --, conheço bem a cidade. mais até do que muito paulistano de nascença. pq, estes, muitas vzs, nem saem de seus redutos, visto que a cidade é imensa (me lembra a cidade do méxico em vários aspectos) e auto-suficiente. então, resolvemos checar as coisas que não estavam lá da ultima vez em que fomos a lazer: tipo, o beco do batman (área repleta de grafites, nos arredores da vila madalena), que lembra um pedaço da lapa carioca ou de santa teresa. só que sem a presença de maladrinhos a te cercar. alias, la, ouvi v...

ATD: fazendo história no Circo

Em sua primeira (e ultima?) passada pela América do Sul, o At the Drive-in fez uma série de shows bombásticos por Argentina, Chile, o Popload fest/sp, e, sobretudo, a noite incrível no Circo voador/rj, no sábado 17/nov/18. E, pelo que ficamos sabendo, através da voz embargada de Cedric bixler-zavala, que chegou a chorar, aquela era a penúltima apresentação da banda (a seguinte, em porto alegre, seria a ultima), que iria dar um tempo. por motivos diversos, entre os quais, a recente perda da mãe do baixista Omar rodriguez-lopez, que, junto com Cedric, é o fundador do Mars Volta, banda que veio logo depois que o ATD deu um tempo, no começo da década passada. Num show visceral e intenso, que durou cerca de uma hora, o ATD, em sua formação original, tocou um pouco de cada, de seus tres discos. e, Cedric, mostrou que é um dos últimos rockstars que dá o sangue em cena: canta como um possuído, vai do agudo mais alto ao melódico, em segundos, tem uma postura de cena digna dos maiores per...

QUEEN: RHAPSODY IN BLUE

  Um dos filmes mais esperados desta reta final do ano é 'Bohemian rhapsody', que estreia no Brasil neste feriado de primeiro de novembro. É uma semi-biografia do Queen, e de seu carismático líder, o falecido Freddie Mercury. Semi, porque não entra de fato nem na complexa persona do camarada nascido Farrouk Bulsara, nem na trajetória da banda de fato (os demais integrantes, Brian May, Roger Taylor e John Deacon, são meros coadjuvantes unidimensionais). O filme se fixa num período, que vai desde o começo da banda até a consagração na sensacional performance no evento Live Aid, em 1985 (alguns meses depois de terem tocado aqui, no Rock in Rio, para a maior plateia, ao vivo, de sua carreira; já que, a do Live Aid, alcançou um público global maior, pois transmitido pela TV para mais de 100 países). Foram 20 minutos eletrizantes, que o filme mostra quase na íntegra. Muito falou-se que o filme seria chapa branca e família demais, pela saída de Sasha Baron Cohen, que queria uma...