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FREAKY: SANGRENTO E DIVERTIDO ***

     Criar algo minimamente original na senda do terror adolescente, hoje em dia, é tarefa árdua. Mas, o diretor Christopher Landon, do ótimo ‘A morte te dá parabéns’ (‘Happy death day’, 2017, que teve uma continuação caça-níqueis, feita a toque de caixa, dispensável), conseguiu, mais uma vez, com este ‘Freaky – no corpo de um assassino’ (‘Freaky’, 2020), que chega esta semana aos cinemas brasileiros, após fazer um sucesso bastante razoável (para estes tempos de pandemia) nos cinemas americanos.      A trama se inspira, diretamente, numa comédia Disney de 1976 (com a jovem Jodie Foster), que já foi refilmada, em 2003 (com a barraqueira Lindsay Lohan), ‘Sexta-feira muito louca’ (‘Freaky Friday’), no qual uma filha rebelde trocava de corpo com a mãe careta. Agora, é uma adolescente com baixa auto-estima (Kathryn Newton) que troca de corpo com um assassino em série (Vince Vaughan) após ser esfaqueada com um antigo artefato usado em rituais Azteca (numa ond...

BILL & TED: 30 ANOS DEPOIS!

     Acabou de ser lançado nos cinemas brasileiros, que estão reabrindo aos poucos, mais um filme da dupla Bill & Ted (nos EUA, por causa da pandemia, foi lançado nos drive-ins e saiu direto para VOD). O novo filme se chama ‘Bill & Ted: face the music’, cujo título em português é: ‘Bill & Ted: encare a música’. Curiosamente, o primeiro filme, ‘Bill & Ted´s excellent adventure’ (1989), só saiu aqui em VHS, como ‘Uma aventura fantástica’. Já a sua continuação, ‘Bill & Ted´s bogus journey’ (1991), passou nos cinemas daqui, como ‘Dois loucos no tempo’.    Mas, quem são Bill & Ted? Dois roqueiros de San Dimas, na California, que viajam no tempo, através de uma cabine telefônica (numa clara citação ao meio de transporte de Dr. Who). Bill, é feito por Alex Winter (hoje, diretor de clips e comerciais); e Ted, por Keanu Reeves, que dispensa apresentações, vide John Wick. Meio irmãos astrais e precursores de Beavis & Butt-head e Wayne & G...

Borat2: a segunda vez é previsível

  Quatorze anos depois de ‘Borat: o segundo melhor repórter do glorioso país Cazaquistão viaja à América’ (“Borat: cultural learnings of America for make benefit of glorious nation of Kazakhstan’, 2006), uma das melhores comédias gonzo do cinema -- feita em tom documental, como se fosse verdade --, chega a (in)esperada sequência ‘Borat: subsequent movie film’ (título encurtado). Inesperada porque, o filme foi todo rodado em segredo, sem que ninguém soubesse que ele estava sendo feito. E só anunciado semanas antes de ser lançado, pelo serviço de streaming Amazon Prime Video.      E, foi feito em segredo porque, hoje em dia, quase todo mundo sabe/conhece quem é Borat (interpretado pelo humorista inglês Sacha Baron Cohen), criado para um dos segmentos do programa ‘Da Ali G show’ (um fake rapper feito por Cohen), exibido no HBO. Justamente pelo sucesso alcançado pelo primeiro filme (dirigido por Larry Charles, produtor de “Seinfeld” e roteirista de “Curb your enthusi...

TENET: AÇÃO EM REVERSO ***

  Tempo é o elemento que move, basicamente, a filmografia do inglês Christopher Nolan. É assim desde ‘Amnésia’ (‘Memento’, 2000), o filme que lhe deu projeção internacional. E a equação espaço/tempo (e realidades paralelas), permeia filmes do diretor, como ‘A origem’ (‘Inception’, 2010), ‘Interstellar’ (2014) e ‘Dunkirk’ (2017). Este último, apesar de ser um drama de guerra/histórico -- sem elementos sci-fi, como nos demais --, se passava em cinco momentos, simultaneamente (e, o ‘reloginho’ da trilha-sonora, servia como metrônomo da ação).     Agora, com ‘Tenet’ (cujo título em si, já é um palíndromo), ele estende mais essa percepção tempo/espaço/realidade paralela, numa trama que se move para a frente. Mas, em dado momento, passa a acontecer em paralelo, do fim para o começo. Inclusive, é na metade do filme que ele se inverte de vez. Com isso, temos cenas de ação originais. Como lutas, cujos golpes são dados em reverso. E perseguições automobilísticas também feitas ass...

DUAS MULHERES À FRENTE DE SEU TEMPO

Nos últimos anos, tornou-se comum abordar um determinado personagem histórico, a partir de sua juventude. Na maioria das vezes, é puro exercício de imaginação e estilo. Duas boas minisséries recentes, que fazem uso disso, são ‘Dickinson’ (AppleTV+) e ‘The Great’ (Hulu/StarzPlay). ‘The Great’ é uma produção divertida e ágil, que cobre os primeiros anos da jovem da Prússia (atual Polônia), que viria a ser conhecida como Catharina, a Grande, quando chegou à Rússia, prometida para desposar o imperador Pedro III, como era comum, então. Já 'Dickinson', é mais romântica.   Estrelado por Elle Fanning (que está muito bem no papel) e Nicholas Hoult (excelente como Pedro, espécie de playboy sem-noção), o drama satírico ‘ The Great’, a o longo de 10 episódios, narra de forma cômica — e com muitas liberdades históricas — a ascensão de Catharina, a Grande, ao trono da Rússia. E suas tentativas de passar a perna no marido para assumir a coroa e governar o país. Vale lembrar que...

DO TELÃO PARA A TELINHA

Hoje em dia, existem tantas plataformas para lançar material audiovisual que, às vezes, faltam ideias. Assim como no cinema, as sequencias e prequels servem para preencher as janelas, os serviços de streaming também precisam de material para encher seus catálogos. Por isso, filmes, tem virado séries.   É o que rolou com dois cult movies recentes: ‘Snowpiercer’ (‘Expresso do amanhã’, 2013), de Bong Joon-Ho (do aclamado e premiado ‘Parasita’); e ‘What we do in the shadows’ (‘O que fazemos nas sombras’, 2014), produção neozelandesa que revelou o diretor Taika Watiti (de ‘Thor: Ragnarok’) e Jemaine Clement (da dupla de músicos-humoristas Flight of The Conchords).    ‘Expresso do amanhã’ é um filme magnífico, que, por conta de problemas de distribuição, não foi bem lançado, e demorou a chegar a outros países (aqui, quase dois anos depois, e só nas salas ‘de arte’). Baseado em graphic novel francesa, ‘Le Transperceneige’), mostra um planeta Terra congelado (após u...

SPACE FORCE: A NOVA CORRIDA ESPACIAL É APENAS OK

   Uma das novas produções originais da Netflix é a série ‘Star Force’, que entra no serviço de streaming nesta sexta-feira, 29 de maio. Estrelada por Steve Carell (que é um dos co-criadores, junto com Greg Daniels), a série se passa numa base militar secreta, no Colorado (EUA), onde está sendo preparada uma nova missão lunar. No que será o primeiro passo em direção a Marte. Na verdade, a Força Espacial será um novo braço das Forças Armadas americanas. Aliás, por coincidência, os EUA acabaram de anunciar, na vida real, um projeto parecidíssimo com isso.    Apesar de Carell e Daniels terem sido também parceiros na versão americana da série inglesa ‘The office’ (criada originalmente por Ricky Gervais, de ‘After life’), Carell fez questão de dizer que ‘Space Force’ não é uma versão espacial de ‘The office’. E, não é mesmo. Tive acesso aos seis primeiros episódios, e posso garantir isso. Agora, seguimos os passos do ambicioso general Mark Naird (Carell), que ...