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O ASTRONAUTA E OS CROCODILOS

AD ASTRA: RUMO ÀS ESTRELAS       Espaço, a fronteira final, dizia voz na abertura de ‘Star trek’, na TV. 50 anos depois, mal saímos da lua ainda, e estamos tentando ir à marte. Em ‘Ad astra: rumo às estrelas’, o diretor James Gray (‘Z: A cidade perdida’, 2016) nos leva um pouco mais longe: aos confins de nossa galáxia. É para lá que é enviado o astronauta Roy McBride (Brad Pitt), na tentativa de encontrar um veterano astronauta (Tommy Lee Jones) que foi dado como desaparecido, numa missão até Netuno. O desaparecido, é seu pai.    Nesta jornada, íntima e pessoal (Pitt, em ótima atuação, digan de prêmios, é quase sempre o único em cena, perdido em seus pensamentos), Gray nos dá um filme que lembra, esteticamente, sci-fis clássicos dos anos 1970, até pela fotografia granulada. Os efeitos especiais são bons e discretos, e o que importa, verdadeiramente, é a trama. No caminho, vai nos acenando com referências que vão do clássico ‘2001’ a ‘O enigm...

BRUUUUCE É A LUZ QUE NÃO CEGA

Recentemente, em ‘Yesterday’, pequeno filme, dirigido por Danny Boyle (‘Trainspotting’), vimos o que aconteceu na vida de um jovem musico medíocre (e filho de imigrantes indianos), por apenas só ele lembrar das músicas dos Beatles, num mundo onde – por conta de um evento fantástico - os Fab Four jamais existiram.   Agora, está em cartaz ‘A música da minha vida’ (‘Blinded by the light’), que apresenta um jovem britânico, descendente de paquistaneses, que tem a vida completamente transformada, depois que descobre a obra de Bruce Springsteen. Só que, desta vez, baseado em fatos reais.    Desta vez, a trama não se passa nos dias atuais, como em ‘Yesterday’, mas nos anos 80. Mais precisamente em 1987, quando Javed (Viveik Kalra), jovem aspirante a jornalista, descobre nas letras do Boss (como o musico americano é conhecido por seus fãs) a voz para suas angustias, o artista que lhe mostra a luz. Quantas vezes isso não aconteceu em nossas vidas? Bem me lembro, qua...

TERROR ÀS CLARAS

       Há pouco mais de um ano, o diretor estreante em longas, Ari Aster, surpreendeu público e crítica, com ‘Hereditário’, um horror moderno, que lembrava o clima de clássicos do gênero, como ‘O bebê de Rosemary’ (1968), de Polanski, por mostrar pouco e assustar muito, com enredo que construía uma atmosfera de terror aos poucos e deixava a plateia atônita. O tipo de filme que te faz sair da sala ‘bolado’.    Por isso, mal ‘Hereditário’ estreou, Aster ganhou luz verde para já começar a rodar ‘Midsommar’, que estreia no Brasil esta semana, com o subtítulo ‘O mal não espera a noite’. Mais uma vez, é um filme que tem sua atmosfera construída lentamente (e, até por isso, dura 2h40m) e, como o filme anterior, também tem a ver com um culto. No caso, mostra jovens americanos que vão acompanhar celebração do solstício de verão, na Suécia. Só que, na vila em que vão, levados por um amigo local, lá, a cada 90 anos, ela acontece de uma forma difer...

30 ANOS DA PANDORA FILMES EM 35MM

Em 2019, a Pandora Filmes completa 30 anos de atuação e para celebrar esta data realizará uma semana de programação especial, no Petra Belas Artes/SP. 13 longas lançados no Brasil pela distribuidora serão exibidos em película, além de 2 filmes inéditos. Algumas sessões serão seguidas de debates.   Na programação, destaque para a exibição de “Trainspotting” com trilha sonora ao vivo, do indicado ao Oscar “As Bicicletas de Belleville”, “Amores Expressos”, primeiro filme de Wong Kar-Wai a estrear no país, e “Morte em Veneza”, de Luchino Visconti, que será exibido em cópia restaurada, além do inédito “Adoniran, meu nome é João Rubinato”, de Pedro Serrano. OU SEJA, PROGRAMA IMPERDÍVEL!   ''Trainspotting sessão com música ao vivo’’ 30 ANOS DA PANDORA FILMES    Data: 14 de setembro 17h   Local: Petra Belas Artes   Sala 2 – Candido Portinari - 274 lugares sendo 6 cadeirantes   Endereço: Rua da Consolação, 2423   Ingress...

BACURAU: FILME B DE PRIMEIRA

  Algo que sempre lamentamos no cinema brasileiro, de modo geral, é a falta de bons roteiros e tramas originais. Sempre usamos os argentinos como exemplo disso (tanto é, que eles já ganharam dois Oscars). Até temos algumas produções bacanas pontualmente, mas que falham miseravelmente neste aspecto. Aqui, o estilo televisivo, virou padrão.   Não é o caso do ex-crítico de cinema recifense Kleber Mendonça Filho, que nos deu um exemplo de filme original, redondo e bem arrematado na sua estreia em longa (depois de meia dúzia de curtas), com o magnífico ‘O som ao redor’ (2012). Agora, depois do também aclamado ‘Aquarius’ (2016, que trouxe Sonia Braga de volta aos grandes papéis), KMF traz o seu melhor: ‘Bacurau’, no qual co-assina a direção e roteiro com Juliano Dornelles.    Assim como seus dois longas anteriores, ‘Bacurau’ é um filme que vai sendo construído lentamente, nos detalhes. Mas, desta vez, KMF soltou mais o seu lado nerd/cinéfilo. E, qual um T...

YESTERDAY: UMA FÁBULA ROMÂNTICA

   Imagine um mundo sem os Beatles e suas músicas e discos históricos. Como seria? Conheço quem os odeia, e amaria vê-los em tal situação. Mas, a maior parte do planeta, os ama de paixão. Então, como ainda não haviam feito um filme como ‘Yesterday’, que mostra uma realidade em que os Beatles nunca existiram? A premissa, é muito boa.    A comédia romântica (e muito fantasiosa) do inglês Danny Boyle (de ‘Trainspotting’) traz esta premissa, ao mesmo tempo simples e original: Após sofrer acidente, que aconteceu na noite de um apagão global, Jack Malik (Himesh Patel), um musico medíocre, passa a fazer sucesso gravando músicas dos Beatles, já que - ele descobre aos poucos -, a banda jamais existiu nesse mundo pós-blecaute.    Então, clássicos absolutos como as baladas ‘Yesterday’, ‘Let it be’, e os rockinhos da fase ie-ie-ie dos quatro cabeludos de Liverpool, entre outras, vão fazendo a fama de Malik. A ponto de ele chamar a atenção de uma celebri...

UM REBOOT QUE DEU CERTO

      Nestes tempos de casas controladas por assistentes com inteligencia artificial, não é difícil imaginar como seria se, um dia, uma dessas maquininhas, resolvesse tomar o comando da situação, e nos atacar. é mais ou menos essa a premissa de 'brinquedo assassino' (chucky: child´s play), reboot de série popular de terror no cinema, iniciada com o primeiro 'child´s play', de 1988. o filme estreia no brasil nesta quinta, 22 de agosto. no original, Chucky é um boneco da linha Good Guy, que uma mãe solteira compra para fazer companhia a seu solitário filho. ele era inerte e apenas dizia frases como 'sou seu amigo' e tal. acontece que, numa parada meio vudu, o boneco em questão, é possuído pela alma de um serial killer. na época, foi uma parada absurda. mas, divertida. porque, bastava dar um chutão no Chucky que o assunto estaria resolvido. mas, não era bem assim. e, deu certo. o Chucky original foi uma trilogia e, depois de breve hiato, voltou numa pegada de humo...