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a primeira vez

Tava vendo uma reprise do show do Jools Holland no Film&Arts, quando ele perguntou pra KT Tunstall qual foi a primeira coisa que ela ouviu que a fez tomar gosto pela música (ela tinha dito antes ao Jools que nunca teve influencia caseira na carreira, ja que ninguém em sua casa ouvia música de especie alguma, diferentemente de Amy Winehouse, p ex, que foi influenciada pelos discos de jazz e soul do pai). Então, ela pensou e tascou: uma fita da Ella Fitzgerald, quando tinha uns 8 ou 9 anos. Ela disse que até hj imita a cantora, embora a sua voz não seja parecida. Enquanto ela respondia, pensei: qual foi a música que me despertou e me levou a esse caminho? Não consegui lembrar, já que, desde cedo, acho que até ainda no útero, Beatles sempre foi a trilha sonora de minha mãe. Meu pai ouvia mpb, mas não com tanto afinco quanto mama devorava os fab four, bem como tbm Elvis e Jovem Guarda. Mas eu acho que o(s) primeiro(s) disco(s) que me deram um sacode foram: o primeiro do Clash, Led Zepp...

Altoids! Altoids!

Conheci os Altoids em 2001, em Los Angeles. Meu amigo que mora lá nunca deixa faltar uma latinha no console do carro. Na volta, comprei um pack com tres sabores básicos (peppermint, o vermelho; wintergreen, o azul; e spearmint, o verde). Basicamente é uma balinha de sabor forte (e curioso) para dar um alô no bafo, na garganta, ou, para quem fuma, substituir o cigarro até a próxima chance de acender um. A verde tem gosto de pasta de dente. A azul lembra o drops garoto, só que mais forte. O vermelho é o melhor. queima na língua. Só que, de lá pra cá, o consumo do Altoids virou febre. Eles começaram a anunciar maciçamente na mídia (principalmente nas revistas de música e comportamento), deram um trato geral no site, criaram milhares de novos sabores (o de canela é ótimo, o de aniz/liquorice é horrível, tem uns azedos que vem em latas redondas, e até mesmo uns revestidos de chocolate, mais difíceis de achar, e até mesmo umas versões mini chiclets), passaram a vender em tudo quanto é ponto ...

Cosplay e coasmina

Já me chamaram duas vzs pra ser jurado de concurso de cosplay, mas nas duas nao deu pq eu tava trabalhando nos domingos. Agora, nao hesitei em aceitar a oferta de ser jurado do cosplay da mostra de anime e mangá do oi futuro, que foi neste domingo. Pra começar, a galera da oi nao devia ter acreditado na força da parada. Tanto que só programaram pra um dia, mas tiveram que começar no sábado, pela demanda. Quando cheguei la, por volta das 15h, a estreita rua dois de dezembro tava intransitavel, ninguem entrava mais no predio (tiveram que me buscar com segurança) e do lado de fora uma fila imensa ia quase ate a praia do flamengo. O produtor disse que ja tinham contabilizado mais de tres mil pessoas, sendo que uma galera chegou cedo, antes da parada abrir, as 8 da manhã! vale lembrar que no lugar os eventos são gratuitos. O lance em si é um divertido festival de bizarrices e humor, quase um desfile carnavalesco trash, com as pessoas empenhadas em representar da melhor maneira possivel o s...

A ERA DA POSE

Da série, mais uma letra que vale conhecer, a de "Time to pretend" (tempo de fingir), do MGMT, que sintetiza bem o atual estado da pop music mundial, de um modo bem ironico, claro: I'm feeling rough, I'm feeling raw, I'm in the prime of my life.//Let's make some music, make some money, find some models for wives.//I'll move to Paris, shoot some heroin, and fuck with the stars.//You man the island and the cocaine and the elegant cars.//This is our decision, to live fast and die young.//We've got the vision, now let's have some fun.//Yeah, it's overwhelming, but what else can we do.//Get jobs in offices, and wake up for the morning commute.//Forget about our mothers and our friends//We're fated to pretend//To pretend//We're fated to pretend//To pretend. I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms//I'll miss the comfort of my mother and the weight of the world//I'll miss my sister, miss my father, miss my do...

Warsaw Division

Chegam aqui, quase simultâneamente, o filme "Control", baseado em biografia escrita pela mulher do cantor Ian Curtis, do Joy Division; e também o documentário "Joy Division", obviamente sobre a banda. Ambos iam estrear juntos, essa semana, mas o doc acabou passando para 6 de junho. Vi "Control" na última mostra de cinema e depois revi baixado. Achei bacana, mas não me empolgou tanto. Como é baseado em fatos vivenciados pela esposa de Curtis, Deborah (interpretada pela ótima Samantha Morton), ele mostra mais o lado dela, claro, da mulher que casou cedo e que viveu à margem do sucesso efêmero da banda, já que não acompanhava as turnês, pois tinha uma filha bebê para cuidar. E ainda teve que dividir Ian com uma amante belga. Também vale pela curiosidade de conferir a estréia na direção do fotógrafo e diretor de clipes holandês Anton Corbjin, um dos primeiros a clicar o Joy (que começou como Warsaw) e o responsável pela identidade visual de bandas co...

SPECTACULAR! SPECTACULAR!

Alguns posts abaixo falei pra vcs da comédia musical "Os produtores". Não sou fã de musicais, não daqueles brega espalhafatosos (minha escola é mais ópera-rock, tipo "Tommy", "Hair" e "Jesus Christ superstar"), mas gosto das versões mais pop do gênero, como "The producers" (de Mel Brooks, tô louco pra ver a versão da Broadway de "Jovem Frankenstein"), o "Spamalot" do Monty Python e o "Hairspray" (baseado em filme trash/cult de John Waters), pq tocam no meu lado de cinéfilo/fã de música, e envolvem canções menos grandiosas e com um pé no pop/rock. Mas há uma exceção nessa regra: "The sound of music", ou, "A noviça rebelde". Qndo criança, odiava esse filme. Freiras, violão, criancinhas, gente cantando em vez de falar? Que saco! (rsrsr) Mas, com o tempo, fui aprendendo a (des)gostar. Primeiro, pela historia de superação (real) da família von Trap, que fugiu do nazismo na Áustria e se estabe...

SLAPT!

Não é melhor do que o primeiro, o imbatível "Os caçadores da arca perdida". Nem tão sombrio e pesado quanto o segundo, "No templo da perdição". Mas, com certeza, é bem mais quente e animado do que o último, "A última cruzada". Então, podem ficar sossegados que "Indiana Jones e o reino da Caveira de Cristal" é um filme que diverte e vale à pena, tanto para fãs, quanto para novatos. Assisti hoje cedo, numa cabine, meio reticente. Tinha medo que George Lucas cometesse um novo "A ameaça fantasma", aquele filme merda que retomou a saga de "Star wars" nesse século. Mas como era o Speilberg que tava no comando do chicote, o barbudinho não apitou muito. Ainda que ambos tenham mentido quando disseram que iam fazer um filme à moda antiga, sem o uso de muitos efeitos CGI. Mentira. Tem. E muito. Desde a primeirísisma cena. Mas estão a serviço da história. Também não faltam muitas (e boas) cenas de stunts. É o que se espera. A trama é absu...