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RENATO COHEN GOES DISCO

O DJ paulistano Renato Cohen, conhecido por ser lenheiro (adepto do techno pesado e que estourou lá fora com o hit "Pontapé", com uma forcinha de Carl Cox), agora tem tocado disco music das antigas em seus sets na festa Cominskey Park, no clube Hot Hot (SP). E, na quinta-feira, 04/02, vem ao Rio mostrar o seu "novo" som na festa Clap!, no 00, com patrocínio do site Bitsmag. Antes disso, trocamos umas ideias com Renato, que está lançando o CD "Sixteen billions drum kicks". Primeiro, ele contou como passou a tocar disco music:
-- Eu sempre comprei 12" de disco music, principalmente na Alemanha, que tem muita re-edição com uma remasterização feita hoje em dia e com um corte muito melhor que o original. Mas nunca tinha me passado pela cabeça em tocar isso numa pista. Desde aquela onda de minimal por volta de 2006 que eu não estava mais feliz com o rumo que o techno estava tomando, cada vez mais frio, triste e duro. Os últimos 2 anos eu passei boa parte em Londres e descobri uma cena de música que me fazia sentir o mesmo frio na barriga que eu sentia com o techno nos anos 90. Aos poucos eu fui encaixando umas faixas aqui e ali e cheguei a conclusão que tudo é dance music, é muito pouco ter um repertório que só fica preso em uma coisa.

E o que seus fãs mais radicais do techno acharam disso?
-- O público hoje em dia é bem mais ecléctico do que antigamente. Até por isso que revivals como disco e acid house estão voltando, não para substituir nada como acontecia antigamente, mas para serem somados. Eu posso ter um novo universo musical em meu repertório, mas o jeito que eu coloco isso continua o mesmo, então acredito que a essência do techno continua sempre lá. Quem conhece qualquer coisa do meu trabalho, além de "Pontapé", sabe que eu não estou fazendo nada inconsequente.

Você vai alternar djing techno com disco ou o techno lenha ficou no passado?
--Eu não toco lenha já faz algum tempo, acho que você vai descobrindo novos jeitos de criar uma intensidade quando toca. Não acredito muito em cada dia tocar uma coisa. Acho que um DJ tem que ser capaz de fazer o público entrar na sua viagem musical. É claro que tem vezes que você vai mais longe e vezes que as condições nao permitem, mas é sua obrigação tentar levar a coisa mais longe. É igual você ir no restaurante de um chef famoso e ele dizer que naquela noite só vai fazer sobremesa. (*O DJ inglês Andy Blake também toca na mesma noite com Renato)

Comentários

  1. Engraçado tom, o renato tem a mesma opinião que eu tenho, e já vinha comentando isso há um tempo com amigos sobre o techno.

    Realmente nos últimos anos, deixei muito de ouvir techno, pois achei que a coisa vinha ficando mesmo muito crua, seca e monótona.

    Nem sei se já falei isso aqui, mas me considero atualmente um "houseiro" de carteirinha, às vezes acho que estou ficando velho mesmo... rs...

    E esta minha ligação com a house sempre foi a lembrança que ela me trazia com relação a onda disco, principalmente a galera da deep e da garage house.

    Fiquei até espantando de ele tocar disco, pois muita gente, em festas que vou torcem o nariz para este estilo

    Eu sempre curti, ainda tenho meus compactos com os hits. Adorova o som, principalmente o feito pelos grupos da Philadelphia, criadores do chamado "Philly Sound", que voce pode ouvir em algumas faixa da trilha de "jakie brown".

    um abraço!!

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  2. House..house...amor( Bambata), vc só repete, tá ficando com a mesma história de que te falei dos tais "tributos"....Você tem o seu gosto de melodia( ouvido muito apurado e gosto que me agrada, muitas afinidades, não nego!!!) ok!Mas, quando você cita "crua e monótona", já está colocando o que lhe agrada como padrão..Aí, realmente fica difícil "opinar"( citação sua tb), pois existem dois tipos de música: a boa e a ruim.... rsrsrsrs Beijos!!!!

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  3. escutava desde o inicio dos anos 90logo no inicio da cena clubber/raver. era headbanger,gostava de rock pesado, preferia o techno! lenha da grossa. o que fazia a minha electric head era grupos como altern8 prodigy, etc....alem de muito techno hardcore que eram tao rocks qnto qlqr musica do Anthrax por exemplo. porradaças maravilhosas de fazer qlqr cara durão ficar assustado. gente como alec empire, que lançou muito coisa solo pelo selo que ele tinha. alias eu tinha um single dele de tirar pica pau do oco, como diz o nosso mau val.isso antes de formar seu grupo de punk eletronico "atari teeenage riot". depois eu fui deixando o techno de lado e fui gostando de coisas mais elaboradas da musica eletronica. me apaixonei pelo trance, que me lembra muito o som progressivo. alem de grupos maravilhosos como orbital, etc.....

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