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Thursday, November 08, 2007

Lo$ Muerto$



O dia de finados já passou, mas dois cadáveres do rock americano nunca saem de cena: elvis (que, tecnicamente, não morreu) e kurt cobain. O segundo ultrapassou o primeiro em termos de direitos autorais póstumos. O atormentado Cobain vale mais morto do que vivo. E quem se deu bem nessa parada toda foi a viúva, Courtney Love, que cuida de todo o espólio e não precisa fazer mais nada na vida, nem gravar mais discos, só cuidar do botox e da filha Frances Bean.

Outro cadáver que começa a valer cada vez mais é o de Ian Curtis, do Joy Division, que tá virando a banda do momento outra vez. Como Kurt, sua vida tbm virou filme, Control (exibido na mostra de cinema). Mas saiu hj na imprensa inglesa que a viuva dele, Deborah, nao gostou nada do filme (que é baseado num livro escrito por ela). Opinião compartilhada por Peter Hook, do New Order, que recomenda aos fãs o doc "Joy Division", feito por um cara que já trabalhou com Radiohead naquele doc "Meeting people is easy". Hj mesmo vi uma pat com uma camiseta do Joy Division toda customizada com detalhes glam. Whattafuck?

Por aqui quem rende alguns caraminguás a sete palmos são cazuza e renato russo. o primeiro ja virou filme (ok), e o segundo, uma boa peça musical que ainda está rodando por aí. O que eu nao entendo em todos estes casos é que, qndo essa galera tava viva e era novidade, em geral era execrada pelo publico (bom, elvis virou pop logo), chamados de viados, malucos e drogados. Parece que certos artistas so ganham respeito depois de defuntos. Tomara que Lobão demore a bater as botas. E cassia eller? Apesar dela ser talentosa, no fim, virou um clichê ambulante do rock. e até morreu assim...

16 comments:

Jaime said...

o lobão está em um bom momento de sua public image limited. o interessante é que isso joga alguma luz num repertório muito bom que muita gente não consumia pelo mais midiotizado preconceito. vale a frase da juçá sobre ele naquele especial da tevê.
abs

tom said...

off: os 2manydjs foram bons, como sempre (tbm, com cache de 30 mil pratas!), ja o igor cavalera na abertura foi ruim de doer. pq o cara toca usando serato (um pgm que faz tudo por vc) e tem uma pessima seleçao de repertorio. como fica preso ao software, nao pode sair do previamente gravado. acho ate q ele e a mulher tavam so fazendo mimica, pois so vi usar o fone uma vez. alias, no uk, se vc usa serato (ou final scratch), é vaiado pela plateia ou o clube nao aceita.

Lord Vader said...

- Perdi o Control e nao me perdoo , ate meus pais assistiram sem nem ter ideia de quem era Ian Curtis (ao sair do cinema meu pai me ligou dizendo que viu um filme que eu iria " adorar " ), vou tentar baixar ...
- Essa sensa�o de ver gente nada a ver com camiseta de bandas queridas � realmente escrota , rss . tenho uma camisa do Joy division do camelodromo de Candem que uso pouco s� pra n�o gastar ..

fabio fernandes said...

é a necrofilia da arte ...

control era o filme que mais queria ter visto no festival do rio e acabei não vendo.

engraçado qto a cássia eller. eu não a suportava até vê-la no rock in rio 3: a mulher parecia que estava possuída, fez um showzaço, ótimo repertório e me surpreendeu. só que ali foi meio que o canto de cisne da cantora pqe logo depois ela gravou o acústico (que tbém vi alguns shows) mas parecia enfrentar uma crise pessoal, entre ser domesticada pelo mercado ou continuar daquele jeito. e deu no que deu.


e eu acho que ainda haverá um revival muito grande dos mamonas assassinas, não sei pqe, mas acho que um dia ainda vão querer capitalizar muito em cima da morte dos caras.

Gabriel said...

Putz, Fabio Fernandes, entrei para escreve a mesma coisa sobre a Cassia Eller e show no RIR3! Antes eu a comparava com Anas Carolinas e Zelias Duncans da vida, e de fato ela era bem diferente. O problema é que vendem(iam) como se fosse tudo igual! Mas eu gosto tb do acustico dela.

tom said...

sobre a cassia, entrevistei-a bem no começo da carreira,e era uma pessoa bacana. poderia ter virado um tipo de versao feminina do cazuza. mas, no fim, ela se tornou uma especie de cliche do rocknnroll, estereotipo mesmo. chegou ate a usar moicano certa vez. isso pra mim foi o que enfraqueceu. ela podia ter sido um pouco mais original. ate a morte foi um esperado cliche. mas fazia bons shows e tinha boas letras...

Jaime said...

um amigo meu costuma dizer que a cássia eller estava triste com o rumo que sua carreira tomava sem a sua autonomia e sem que pudesse fazer algo contra isso. não é à tôa a inclusão daquela famigerada canção dos noventa ter entrado no repertório, afinal de contas os negócios da venda de disco não estão nem aí pras aspirações dos artistas - exceções à regras sempre em contrato e olhe lá...

lembro de um show dela com o mr. scarecrow e, apesar de a platéia ser TODA dela na ocasião ainda que mr. scarecrow fosse o headliner, me parecia que ela de alguma forma reabastecia energias e fôlego de artista que era de fato na troca de idéias com ele - apesar do cabresto imposta pela necessidade de um estereótipo que não condizia com ela em absoluto ser imprescindível para que engravatados ganhassem dinheiro às custas do suor dela.

enfim, poderia ser maior do que foi... mas pelo menos não vão fazer a chepa com material inédito dela. E o único disco póstumo dela foi um lance bonito. Gravações ao vivo não contam quando se é obrigado a fazer sempre o mesmo show seguindo o mesmo roteiro.

Salve Cássia!

Felipe Passarelli said...

OFF Planeta Terra

nossa ontem o planeta terra melhorou todas as minhas espectativas, tanto de organização, som, line up enfim foi QUASE tudo perfeito.

CSS colocou o palco indie abaixo fazendo um dos shows da minha vida, como foi bom ver eles bem e lidando com aquilo tudo fácil, foi lindo, ainda encontrei trocentos amigos, até chorei no final. hehe Tocaram todas as musicas mais uma nova, e a lovefoxxx nuca esteve tão fofa. a tenda tava tão apertada que nem consegui sair do lugar, todo mundo cantando alto todas as musicas, se entregando pro CSS. Foi lindo de ver. No final ainda teve beijos e autografos do CSS!


O melhor show que eu vi mesmo foi o do Rapture. O som estava bem mais alto, e foi longo o show dancei e pulei horrores tb, deram um grande update no live deles, disco-punk até morrer... devem ter tocado mais de 15 musicas, mas destaco a Olio que teve varios efeitos hyper-ballad-bjork-esque, virou um bailão techno. Matador o final!

Lily Allen ao vivo é apenas um a mumia no palco, sem a banda ela não é nada ao vivo. Passou a maioria do show fazendo fofoquinhas, bebendo uma garrafa enorme de whiskey, fumando pra cacete e jogando o cigarro no chão, errou quase todas as letras inclusive de Smile! heheh Ela tava muito louca.

Devo vi um pedacinho só e fizeram um show insano, os caras são muito loucos, foram torcando de roupas, todos já bem velhinhos.

Jon Carter fez um ótimo set, passeando pelo tech-house.

Instituto cantou a obra prima do tim maia, o "racional" com convidados especiais como B Negão e Negra Li, que estáva ótima e bonita.

Kasabian é PÉEEESIMO não aguentamos nem ver a segunda musica, o cara cheio de marra, musicas chatas. sem carisma nenhum, eles fecharam o com a pior atração da noite.

alguns probleminhas foram esses do line up, tinha que se escolher o que ia ver e também achei que a tenda eletônica poderia rolar depois do show, com tanto show bom é dificil ficar viajando na tenda.

mas tim festival que se cuide, a terra arrasou ontem, não duvido que ela chegue perto do Tim não daqui há alguns anos. Organização e visual incríveis. Esse dia foi pra guardar no coração :)

PEDRO BAMBAATAA said...

sobre este tópico me lembro de uma amiga de minha irmã, no final dos 70 e inicio dos 80, que era
filha do advogado do RAUL SEIXAS,
me lembro que ela contava as
enrascadas que o cara se metia e as peripécias que seu pai tinha que fazer para tirar seu cliente da gaiola... não é preciso dizer, que, por esta época, o cara já estava com seu filme prá de queimado...
em meados dos 80, marcelo nova, deu até uma forcinha para o cara...
Mas nada se comparou com o sucesso que o cara conquistou, após sua morte...
garotada com camisa, musicas suas tocadas em barezinhos de musica ao vivo...
chegava a encher o saco!!... em compensação quando o cara tava vivo a midia desprezava o velho Raul... é foda! essa coisa de endeusar o cara depois que morre... abraços!!

Rainha Popota said...

É a mesma coisa com artistas importantes, sabemos que a grande maioria deles só começou a bombar depois de mortos.

Eu acho que dá certíssimo! Se os Mamomas não tivessem morrido, estariam numa merda federal, iam acabar virando coisa estilo "tiririca", um treco brega que fez sucesso sob circunstâncias especiais. Ou eles iam relevar talentos ocultos para música de qualidade, mas eu duvido MUITO disso.

E nunca gostei da Cassia Eller. Tá, ela canta bem, mas whatever, as melhores músicas são do Nando Reis, mesmo. E eu, com a minha paixão oculta por ele (tá, ela não é oculta), fico muito triste porque as pessoas acham que várias músicas que ele maravilhosamente escreveu eram dela, mesmo. Humpft >.<

tom said...

concordo contigo, felipe. kasabian foi chato demais. o rapture é que devia estar fechando no main stage. e css fez um show dez, um tremendo calaboca pra quem acha que eles nao sao uma banda. o css é tudo o que uma banda de rock (ou seja la o q for) precisa ser/ter: eles estao se divertindo muito e sabem que isso um dia vai passar. pra que ficar tirando marra?

fabio fernandes said...

sem contar que este tópico me lembrou um pouco uma teoria que tenho que aproxima joy division/nação zumbi (!).
vejam bem, líder/vocalista morre no auge da sua carreira, alguns pensaram que a banda acabaria, mas resolveram continuar, mudaram de nome e seguiram honrando o seu legado, mantendo a mesma qualidade e inovação da banda anterior.

o genial chico science tbém. o cara morreu logo após dois cd´s phodas, a banda meio que ficou em cima do muro e lançou aquele disco duplo (póstumo) e depois seguiu muito bem em frente, melhorando a cada lançamento.

Jaime said...

kasabian, rapture... todas essas bandas gringas são uma merrrrda!

vamos consumir essas coisas com consciência crítica...

Jaime said...

o show do css é divertido, o pessoal não se leva a sério, apesar de levarem a sério essa informalidade.

mamonas foi uma efeméride, sobre o cs eu lembro do que o 04 falou certa vez meio bêbado e vendo a caixa de cds da warner sobre a história do rock não achei lá tão improvável.

o raul seixas já não andava mais na pilha, apesar de seus três últimos LPs serem fora-de-série (uh-bap-lu-bap-lab-bein-bum, a pedra do gênesis e o panela do diabo).

e marceleza, solo ou com o camisa, me soa cada vez mais apropriado com o passar dos anos. às vezes me pego escutando os discos antigos com a mesma pilha que tinha quando moleque.
abraço

tom said...

e não podemos nos esquecer de luiz gonzaga, o rei do baiao, e moreira da silva, o rei do samba de improviso, e do bezerra tbm da silva, que eram rockers sem necessariamente fazer rock. estes nao recebem as mesmas loas, nem filme, nem nada. gonzagao tinha uma voz divina, mandava bem na sanfona e nas letras, e moreira era unico e impagavel. sem xenofobismo, mas se esses caras fossem gringos seriam icones do pop mundial...

leila said...

ão cara, cazuza e rr fizeram mega sussa vivos

NA CIDADE

OCTOBERFESTIVAS:

Abertura da exposição de fotografias de Raymond Depardon, “Un moment si doux”, no dia 1º de novembro. Depois de passar por Paris e Buenos Aires, o CCBB Rio recebe as 170 fotografias de diferentes cores e formatos tiradas na Europa, África e América Latina, incluindo o Brasil. Ate 22 de janeiro. qua-seg 9am-21pm. Grátis.

UCI INAUGURA A PRIMEIRA SALA DE CINEMA XPLUS LASER DO BRASIL, NO RIO DE JANEIRO: No ano em que comemora duas décadas no Brasil, a rede UCI reforça sua missão de oferecer ao público a melhor experiência em cinema e o que há de mais moderno no mundo, no mercado audiovisual. No Rio, inova mais uma vez com a primeira sala XPLUS Laser do país. A novidade será no maior complexo de cinemas brasileiro, o UCI New York City Center, que este ano também recebeu a primeira 4DX da cidade, com cadeiras que se movimentam e efeitos especiais. A aquisição do novo projetor a laser torna ainda mais imersiva a tecnologia da XPLUS, que tem projeção 3D de última geração, tela gigante com definição 4K e som Dolby Atmos™, com mais de 54 caixas acústicas e 128 streams de áudio que criam a ilusão de um campo infinito ao redor de cada espectador.

PROGRAMAÇÃO DO BLUE NOTE JAZZ CLUB RIO (ONDE ERA A MIRANDA, NO COMPLEXO LAGOON, NA LAGOA, LADO LEBLON):      Novembro 02/11 Quinta-feira 20:00 Spyro Gyra 22:30 Spyro Gyra   03/11 Sexta-feira 21:00 Spyro Gyra 23:30 Spyro Gyra   04/11 Sábado 21:00 Spyro Gyra 23:30 Spyro Gyra   15/11 Quarta-feira 20:00 Laura Perrudin   16/11 Quinta-feira 20:00 Didier Lockwood Trio 22:30 Didier Lockwood Trio

Tropicália ganha exposição tech com livre reinterpretação conceitual Nos 50 anos do movimento, na Galeria BNDES   Os artistas Barbara Castro e Luiz Ludwig, do estúdio Ambos&&, apresentam uma livre reinterpretação dos conceitos do movimento tropicalista à luz da arte e da tecnologia. Com a exposição Vamos Comer, estimulam o público a “devorar” experiências sensoriais e orgânicas, incluindo quatro instalações de arte computacional. Ela está aberta a visitações na Galeria BNDES, no Rio, entre os dias 18 de outubro e 1º de dezembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h

Megadeth se apresenta no Rio e em São Paulo   A BANDA Megadeth toca em São Paulo e no Rio de Janeiro no final de outubro e começo de novembro. Liderada pelo seu fundador Dave Mustaine, e contando com o brasileiro Kiko Loureiro (ex-Angra), também na guitarra, o grupo norte-americano se apresenta dia 31 de outubro no Espaço das Américas/SP, e dia 01 de novembro, véspera de feriado, no Vivo Rio. A BANDA VIMIC, FAZ A ABERTURA  

AGENDA CUTURAL BARATOS DA RIBEIRO: Quinta-feira, 26 de outubro, a partir das 19h: LEVADAS DA BECA, com as DJs Ana Paula Moniz (Beca Brechó), Bia Andrade & Ana Galli + uma convidada surpresa! Sábado, 11 de novembro, a partir das 17h: VESPEIRO com a banda Os Alquimistas (MS) e Mauk + Pedro White & banda fazendo tributo duplo: ao Bruce Springsteen e ao Tom Petty! RUA PAULINO FERNANDES 15, BOTAFOGO/RJ grátis

MOSTRA DE CINEMA ARGENTINO CONTEMPORÂNEO VOLTA À CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO EM SUA SEGUNDA EDIÇÃO   Histórias extraordinárias apresenta uma seleção com os melhores filmes recentes do país vizinho. Debates com cineastas e especialistas completam a programação Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2 Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro  (Metrô e VLT: Estação Carioca) Telefone: (21) 3980-3815 Data: de 07 a 19 de novembro de 2017 (terça-feira a domingo)

Sábado, 28/10 circo voador: Hermeto Pascoal e Big Band - Lançamento do álbum 'Natureza Universal' mais: DJ Marcello MBGroove

Angela Ro Ro leva o show "Amor & Humor" para a Zona Norte A cantora - que pela primeira vez pisa no palco do Centro Cultural João Nogueira -  faz  apresentação única no Méier, dia 29 de outubro, às 19h, no Imperator

estreia: 5º FEIRA/ 19 OUT - ABERTURA DA MOSTRA JÓIAS DO CINEMA DINAMARQUÊS: CINE JOIA DO RIO DE JANEIRO (copacabana) EXIBE SEIS LONGAS INÉDITOS DO PAÍS NÓRDICO; E O PRIMEIRO DOC LONGA-METRAGEM FILMADO NA GROENLÂNDIA.



(colaborou @DonnieDarko73);

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